Cercada de rascunhos, folhas amassadas, palavras soltas, em uma busca incessante de traduzir meus pensamentos ou fazer com que as palavras transpareçam quem eu realmente sou.
Sinto-me como uma garotinha abandonada em uma rua escura, na chuva.
Espero você chegar, com o seu guarda-chuva e um casaco para aquecer-me.
Olho para o fim dessa rua; percebo um movimento... Não é você! É só o vento me fazendo perceber que a minha espera é insana!
Você nunca vai chegar.
Vou continuar aqui, até que tenha forças para que com minhas próprias consiga pedir ajuda...
Vou continuar aqui, até que o frio seja tamanho, até que eu precise correr ou usar a criatividade para me aquecer.
Afinal, eu não preciso de você. Custou para que eu percebesse, demorou, doeu, remoeu, mas eu percebi, cresci.
E quanto à ferida aberta, ela vai cicatrizar, eu sei me virar!
PS: Dedicado a uma amiga, onde esses sentimentos imperam e prosseguem. Amo você.
[Mariana Oliveira]
22 de ago. de 2010
20 de ago. de 2010
18 de junho
Deles eu não sei o nome, não sei endereço, e-mail ou telefone.
Talvez eu nunca tenha escutado suas vozes, e não me recordo de tê-los visto antes daquela manhã.
Era cedo, ele desceu do ônibus, sério, olhando fixamente para lugar algum.
Ela, já estava lá, distraída, mexia compulsivamente nos cabelos.
Não se falaram, mal se olharam.
Os dias passavam e aqueles encontros mudos já eram esperados e se repetiam diariamente.
Nunca se falaram. Os seus olhares se encontravam algumas vezes, mas não transpareceram nada. Ela, tímida, logo olhava para o chão e rapidamente erguia sua muralha com a cara fechada que não permitia a aproximação. Ele, sempre uma incógnita, olhava para o outro lado sem exitar.
Era tão comum aquele encontro, mas pareciam que não notavam a presença um do outro, muito menos a minha, que atentamente observa o comportamento dos dois.
Até que um dia, ele subiu no ônibus, ela decidiu esperar o próximo. Ele olhou, como se esperasse que ela também subisse. Ela, sempre ríspida, fingiu não ter notado. O ônibus partiu...
Se ela subisse ali nada mudaria, continuariam sem se olhar. Era só o hábito comum aos dois de estarem sempre no mesmo espaço.
Não sei o resto da história,, mas acredito que siga assim, do mesmo jeito.
Ela, certamente lembrará dele, eu sei, parece ter boa memória.
Ele, bem, dele já não posso falar. Era intraduzível e isso me incomodava, não consigo descobrir ou interpretar o que nele acontecia.
Mas, isso não significa que sentiam alguma coisa.
Na verdade, não havia sentimento ali... Eram apenas dois estranhos em um ponto de ônibus sendo observados por uma estranha que já imaginava o tema de seu próximo texto.
[Mariana Oliveira]
Talvez eu nunca tenha escutado suas vozes, e não me recordo de tê-los visto antes daquela manhã.
Era cedo, ele desceu do ônibus, sério, olhando fixamente para lugar algum.
Ela, já estava lá, distraída, mexia compulsivamente nos cabelos.
Não se falaram, mal se olharam.
Os dias passavam e aqueles encontros mudos já eram esperados e se repetiam diariamente.
Nunca se falaram. Os seus olhares se encontravam algumas vezes, mas não transpareceram nada. Ela, tímida, logo olhava para o chão e rapidamente erguia sua muralha com a cara fechada que não permitia a aproximação. Ele, sempre uma incógnita, olhava para o outro lado sem exitar.
Era tão comum aquele encontro, mas pareciam que não notavam a presença um do outro, muito menos a minha, que atentamente observa o comportamento dos dois.
Até que um dia, ele subiu no ônibus, ela decidiu esperar o próximo. Ele olhou, como se esperasse que ela também subisse. Ela, sempre ríspida, fingiu não ter notado. O ônibus partiu...
Se ela subisse ali nada mudaria, continuariam sem se olhar. Era só o hábito comum aos dois de estarem sempre no mesmo espaço.
Não sei o resto da história,, mas acredito que siga assim, do mesmo jeito.
Ela, certamente lembrará dele, eu sei, parece ter boa memória.
Ele, bem, dele já não posso falar. Era intraduzível e isso me incomodava, não consigo descobrir ou interpretar o que nele acontecia.
Mas, isso não significa que sentiam alguma coisa.
Na verdade, não havia sentimento ali... Eram apenas dois estranhos em um ponto de ônibus sendo observados por uma estranha que já imaginava o tema de seu próximo texto.
[Mariana Oliveira]
8 de ago. de 2010
Meu painho.
Eu herdei de você muito mais que o sorriso e os olhos, e disso você sabe. Vejo na minha personalidade marcas da sua.
Você não precisa de um único dia do ano, mas, como hoje é tido como dia dos pais, vamos lá....
Acredito que sou muito especial, porque para ter um pai como você é necessário ser muito agraciada.
Meu professor, até quando eu não quero aprender, e confesso você é o mais insistente, obrigada por isso; meu amigo, amigo mesmo, porque suas implicâncias bobas me fazem-me sentir completa.
Sinto-me honrada cada vez que te faço sorrir, e escuto elogios seus, não há nada melhor do que te deixar orgulhoso.
Obrigada por consertar meus brinquedos, me ensinar a andar de bicicleta, por me ajudar nas provas de matemática e escutar minhas reclamações bobas, ficar feliz quando realizo meus sonhos e ser o meu maior incentivador.
Você sabe ser pai na medida certa e eu quero ser sua filha na medida certa também.
Que esse “dia dos pais” se repita sempre pra mim e pra você.
Como já falei, um único dia é pouco!
Mas, como estou com você todos os outros dias, posso repetir sempre o quanto eu te amo e te admiro por sua força, honestidade, humildade, simplicidade, dedicação.
Perco-me em palavras para expressar suas qualidades e o quanto de admiro, que prefiro ficar só no Eu te amo! Isso basta!
Agradeço ao nosso Pai, pela oportunidade de escolher o pai que eu gostaria de ter, exatamente do jeito que você é!
Sua princesa, amiga, amarela, caçula, pequena, menina...
Que te ama muito, muito, como você bem sabe!
[ Me faz chorar, ver você chorar com minhas palavras, o meu caráter é fruto do seu! ♥]
(Mariana Oliveira)
Você não precisa de um único dia do ano, mas, como hoje é tido como dia dos pais, vamos lá....
Acredito que sou muito especial, porque para ter um pai como você é necessário ser muito agraciada.
Meu professor, até quando eu não quero aprender, e confesso você é o mais insistente, obrigada por isso; meu amigo, amigo mesmo, porque suas implicâncias bobas me fazem-me sentir completa.
Sinto-me honrada cada vez que te faço sorrir, e escuto elogios seus, não há nada melhor do que te deixar orgulhoso.
Obrigada por consertar meus brinquedos, me ensinar a andar de bicicleta, por me ajudar nas provas de matemática e escutar minhas reclamações bobas, ficar feliz quando realizo meus sonhos e ser o meu maior incentivador.
Você sabe ser pai na medida certa e eu quero ser sua filha na medida certa também.
Que esse “dia dos pais” se repita sempre pra mim e pra você.
Como já falei, um único dia é pouco!
Mas, como estou com você todos os outros dias, posso repetir sempre o quanto eu te amo e te admiro por sua força, honestidade, humildade, simplicidade, dedicação.
Perco-me em palavras para expressar suas qualidades e o quanto de admiro, que prefiro ficar só no Eu te amo! Isso basta!
Agradeço ao nosso Pai, pela oportunidade de escolher o pai que eu gostaria de ter, exatamente do jeito que você é!
Sua princesa, amiga, amarela, caçula, pequena, menina...
Que te ama muito, muito, como você bem sabe!
[ Me faz chorar, ver você chorar com minhas palavras, o meu caráter é fruto do seu! ♥]
(Mariana Oliveira)
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Só pra ele *-*
7 de ago. de 2010
Satisfação.
Não havia outro caminho para percorrer.
Ela não tinha outra escolha a não ser continuar a caminhar, olhando sempre para frente.
E, andava pelo centro da cidade, no rádio tocava “dancing Queen”, nas mãos carregava um livro, Carlos Drummond era o autor.
Permanecia assim, nada a incomodava, nem mesmo o esbarrar das pessoas. Seus cabelos voavam, seus olhos brilhavam, prosseguia com um singelo sorriso nos lábios. Continuava a caminhar.
Para as pessoas era uma pessoa comum, muitos nem notavam sua presença. E ela continuava. Andava delicadamente, parecia flutuar ao carregar sua coroa nas mãos.
Sentia-se bem, um passo após o outro, sem pressa, era feliz, isso a completava, e bastava, naquele dia.
[Mariana Oliveira]
Ela não tinha outra escolha a não ser continuar a caminhar, olhando sempre para frente.
E, andava pelo centro da cidade, no rádio tocava “dancing Queen”, nas mãos carregava um livro, Carlos Drummond era o autor.
Permanecia assim, nada a incomodava, nem mesmo o esbarrar das pessoas. Seus cabelos voavam, seus olhos brilhavam, prosseguia com um singelo sorriso nos lábios. Continuava a caminhar.
Para as pessoas era uma pessoa comum, muitos nem notavam sua presença. E ela continuava. Andava delicadamente, parecia flutuar ao carregar sua coroa nas mãos.
Sentia-se bem, um passo após o outro, sem pressa, era feliz, isso a completava, e bastava, naquele dia.
[Mariana Oliveira]
6 de ago. de 2010
Ah não, de novo não!
Existem sentimentos que você decide não sentir de novo. Existem situações que você não quer passar de novo. É uma questão de amor próprio...
Até suponho que de inteligência também, e se não for pedir demais, não duvide da minha.
[Mariana Oliveira]
PS: Gostaria de lembrar que as coisas que são ditas aqui são nossas. O que não é de nossa autoria, colocamos os devidos créditos. Pedimos, encarecidamente, que tenham a mesma honestidade ao copiar algo daqui, afinal, é nossa "cria". Muito obrigada por lerem nossos textinhos.
Um beijo!
Até suponho que de inteligência também, e se não for pedir demais, não duvide da minha.
[Mariana Oliveira]
PS: Gostaria de lembrar que as coisas que são ditas aqui são nossas. O que não é de nossa autoria, colocamos os devidos créditos. Pedimos, encarecidamente, que tenham a mesma honestidade ao copiar algo daqui, afinal, é nossa "cria". Muito obrigada por lerem nossos textinhos.
Um beijo!
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