31 de dez. de 2010

Ano novo, Novo Ano.

Receita de ano novo
Carlos Drummond

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
~*~


Se eu fosse escrever alguma coisa, com certeza não traduziria, com a mesma intensidade o que sinto como esta obra de Drummond.
Desejo que todos nós possamos despertar esse Ano Novo que já existe em nós, vamos viver da melhor maneira possível e frutificar, frutifica, frutificar...
Deus, obrigada por 2010, que nenhuma lição aprendida até aqui se perca ao longo do caminho. Obrigada por 2011 que bate a nossa porta da maneira mais delicada possível e nós com o sorriso no rosto, graciosamente respondemos: Fique à vontade.
Seja feliz, faça feliz. Sorria, faça sorrir. Viva.
Se os dias forem chuvosos, sorria mesmo assim, encontre a beleza destes. Se forem quentes, aproveite, volte a ser criança, tome banho de mangueira, cante, pule; encontre a beleza destes também.
O segredo é não ter segredo. Que 2011 seja muito melhor, Acorde o seu Ano Novo, isso ninguém pode fazer por você.
[Mariana Oliveira]

25 de dez. de 2010

(!)

É melhor fecha a boca, para o coração não sair saltitando.
E quando gritar não resolve?
E quando chorar não é suficiente?
Não é tristeza, angustia, nem tampouco é alegria, festa. É um misto, é uma mistura de todos os sentimentos possíveis batidos numa espécie de liquidificador chamado coração. Sujeitinho este, que ganhou mais espaço do que deveria, tem falado muito e parou de me obedecer.
Essa criança medrosa e ao mesmo tempo astuta decidiu tomar as rédeas de sua própria vida, conseqüentemente da minha vida também. E eu, que sempre optei pelo pensar, decido optar pelo sentir.
Mas, não pense você que é uma tarefa fácil, não consigo me agradar de mim, é uma tarefa que cabe somente a mim, para mim e por mim.
Chame de egoísmo, amor-próprio, loucura, como quiser, fique a vontade.
Eu chamo apenas de fase, vai passar, mas vai deixar uma pequena contribuição na minha colcha de retalhos, na minha vida.
[Mariana Oliveira]

21 de nov. de 2010

M.

19 anos, de uma chatice infinita, de um sorriso largo, da risada muda, dos passos rápidos, das escritas simples, das melodias lentas, dos sentimentos guardados, das palavras não ditas, dos sonhos realizados, dos outros sonhos sonhados, dos pequenos dramas, das frases ensaiadas no espelho, do passado perfeito, do futuro idealizado e do presente inacabado, dos desastres mais sutis, da fragilidade, da força, das lágrimas, da chuva, do sol, da primavera, da lua, de fases, da segurança, da insegurança, de alguém, dela mesma.
Ela, por ela, para ela.
[Mariana Oliveira]

13 de nov. de 2010

P.S

Eu deixei o portão aberto para que você não precisasse pular o muro.
Eu deixei a luz acessa para que você não tropeçasse no escuro.
Eu deixei um cobertor para que você não sentisse frio.
Deixei um bom livro para que você não se sentisse só.
Deixei a janela aberta para que você visse a lua.
Deixei uma foto, para lembrar-se de mim.
Fiz tudo pensando em você, mas por favor, não pise no meu jardim, não mate minhas flores.
Obrigada.
[Mariana Oliveira]

27 de out. de 2010

Diálogo... Ou seria monólogo?

-Você é sempre do mesmo jeito.
- Eu? Como assim?
-Tem sempre o mesmo sorriso, quase não fala.
- Tem certeza que é de mim que você está falando?
- Mas é claro...
- Então, sinto dizer que você está redondamente enganado. Você não me conhece.
-Não?
-Não. Se me conhecesse saberia que não tenho um único sorriso. Tenho um modo de sorrir quando estou sendo irônica, quando estou encabulada, quando estou realmente feliz. E eu não preciso falar para falar, se é que você me entende. Você simplesmente não consegue me ler. Eu falo, mas não necessariamente com palavras. Meu olhar fala, meu silêncio fala.
E tudo se calou naquele momento, o chão parecia sumir e ela, sem pensar levantou-se e olhando fixamente para frente seguiu, não olhou para trás em nenhum momento embora sua força não tenha sido suficiente para conter as lágrimas que corriam como rios em seu rosto.
[Mariana Oliveira]

23 de out. de 2010

Gaditas

Ouvi a história de um povo guerreiro, filho da tribo de gade, o 8º filho de Israel, conhecido por sua coragem e valentia. Povo com rosto de leão, olhos de águia e pés de corsa; O menor deles valia por cem, e o maior por mil.
Certo dia, 3 gaditas, servos de um rei sábio e respeitado, foram ao território inimigo em busca de água para seu rei; Eles não eram obrigados a buscar daquela água, mas se arriscaram para servir ao Rei.
Isso fez deles excelentes em tudo o que fizeram! No entanto, esta linhagem de servos, príncipes, guerreiros, não está morta e não é apenas parte de uma história, é a realidade de uma geração que está viva e entrando em ação.

(Manuella T. Dutra de Almeida)

Sangue

Existem várias coisas tidas como poderosas, coisas que expressam autoridade e que servem de apego aos homens para se sentirem seguros e norteados. Uns depositam sua confiança em carros ou em qualquer outro bem, em cargos e em pessoas.
Outros acreditam no poder de um Sangue! Líquido poderoso, misterioso, que traz vida e ratifica alianças. Essas pessoas têm suas armas e as peças de sua armadura mergulhadas e marcadas por este sangue.
Ele provém de um sacrifício perfeito, um sacrifício de amor. Por esse amor, o sangue não carrega apenas proteínas, elementos figurados e coisas afins; Mas carrega, especialmente Honra! Honra esta que é conhecida pelos inimigos deste povo antes mesmo de conhecê-los.
(Manuella T. Dutra de Almeida)

16 de out. de 2010

Só, lá, si.

Ela tinha memória “auditiva”, músicas sempre estavam associadas a um momento de sua vida.
Não que tivesse vivido tantos momentos assim, mas fazia de seus poucos e para alguns, monótonos momentos, os mais especiais.
Sua mente parecia uma estação de rádio, a todo instante podia ouvir canções dentro de si.
Associava música a momentos, pessoas, lugares, sentimentos.
Um fone de ouvido tornava-se o seu melhor amigo e unido a um ônibus, chuva , era o cenário perfeito, seu mundo.
Pois bem, achava música para tudo, menos para ela.
Faltava uma música que a fizesse pensar sobre ela mesma, nela mesma.
Mas ela não se importava, enquanto pensava nessas coisas, mais uma música tocava, sua memória acordava e um singelo sorriso era esboçado em sua delicada face.
Talvez algum dia ela venha ter uma música só sua!
[Mariana Oliveira]

4 de out. de 2010

A porção melhor.

Era noite, ela acordou com o barulho do mar e as ondas lambendo suas pernas.
Não sabia como estava ali, nem o porquê.
Procurava por vozes inaudíveis, estava sozinha. Percebeu que ali seria seu momento, podia fazer o que sempre sentiu vontade: correu pela praia, cantarolando sua canção favorita, brincou de artista com os cabelos ao vento, poderia ser quem quisesse. Não sentiu medo. Era única, sozinha, mas não se sentia solitária.
Depois de rir sozinha, voltou a questionar sobre o que estava fazendo ali e quem a levara.
Lembrou-se que tinha ido para aquela bela praia ouvir o mar, ver as ondas baterem nas pedras, iluminar-se pela lua.
Tudo lhe pertencia, aquilo era sua porção maior e a melhor, era um mundo externo bem maior que seus contos de fadas infantis.
E para chegar lá? Bem, para isso contou com a ajudinha de uma velha amiga: Imaginação...
O despertador tocou....
[Mariana Oliveira]

1 de out. de 2010

Acanhamento

Mãos suadas e trêmulas, bochechas avermelhadas , sorriso sem graça e olhos voltados para os pés.
Falta lugar pra pôr as mãos,falta lugar para olhar. O chão parece sumir e o mundo parou para te observar.
Vontade incessante de sair correndo, o ar parece faltar, aumenta a sensação de estar dentro de uma caixa que vai diminuindo, diminuindo... Dá para sentir o bater de asas das borboletas ao dançarem no estômago.
Ah, timidez. Terrível timidez, doce timidez.
[Mariana Oliveira]

24 de set. de 2010

Caneta, caderno, coração.

É como se o meu coração fosse parar na ponta da minha caneta.
Penso, escrevo, descrevo sentimentos que desconheço, que talvez nunca tenha vivido.
A cada palavra escrita sinto um enorme descarregar.
Sai de mim, muitas vezes, sem sentido, sem razão. Pode até não ser racional.
Deixo a emoção falar. Calo a razão. Faço-a dormir, não para sempre.
Breve guardarei a emoção em uma caixa...
Não a despertarei até que o meu coração decida passear em uma folha rabiscada.
Afinal, quem o pode aprisionar?
[Mariana Oliveira]

18 de set. de 2010

Vasos cheios

Só transborda-se do que está cheio, portanto, a violência familiar é um mecanismo cíclico, sendo herdado aos filhos através da convivência com os pais. Esta é a base da nossa sociedade.
Sigmund Freud afirmava que a ignorância é uma forma de alimentar o ego para vencer obstáculos e necessidades de auto-afirmação . A presença da agressividade no primeiro núcleo social, a família, é por vezes decorrente de abusos no uso de drogas legais e forja o convívio em sociedade, por conseguinte, não existe país justo com famílias destruidas.
As crianças são tal como vasos de barro que roubam calor da água neles depositada. Na infância, o caráter é formado por influências do meio. Logo, se dentro desses pequenos vasos é colocada a água suja do alcoolismo, do adultério, e da violência, esta água transbordará.
É necessário que os valores familiares sejam restaurados e que criem bases sólidas para a chegada dos rebentos. Se tudo melhorar no núcleo familiar, o sonho de termos uma sociedade justa e igualitária será apenas uma consequência.

(Manuella T. Dutra de Almeida)

"Lusotropicologia"

O homem ao unir sentimentos de pessimismo com nacionalismo, resulta no desejo de buscar causas e soluções para os problemas sociais de sua nação. Todavia, essa não é tarefa a que se dediquem todos os que possuem estes sentimentos.
Gilberto Freyre dedicou-se a isso , ou pelo menos é o que diz suas obras. Como poucos, ele soube separar seus ideais políticos de direita da sua pretendida análise da sociedade brasileira.
Uma de suas teorias, o "Lusotropicalismo" é um retrato da nossa formação social. Esse elitista com alargada visão, propõe a explicação para a nossa aceitação frente a diversidades. Portugal tem sua parcela de contribuição, e o tropicalismo é toda influência vinda dos trópicos. Influência indígena, africana, que ligada à nobreza colonial por meio do comércio casa-grande senzala resultam nessa capacidade brasileira de misturar-se e adaptar-se a outros povos!

(Manuella T. Dutra de Almeida)

12 de set. de 2010

Incerto...

É uma faca de dois gumes.
As pessoas esperam de nós, nós esperamos das pessoas. E nessa relação de mutualismo não há escudo que proteja dos arranhões gerados pelos choques, pelos encontros.
Não precisa de muito esforço para perceber que a vida não se trata de uma novela de Manoel Carlos.
Nem todo mundo mora no Leblon, nem todo mundo pode passar o dia de salto alto, nem todo mundo passa férias na Europa.
A vida não é tão previsível assim, o fim pode ser incerto.
Na verdade, trata-se de uma agricultura.
É necessário plantar uma sementinha todos os dias e que na maioria das vezes demora para ficar madura, florescer.
Resta ao “agricultor” a paciência de esperar e o amor para cultivar.
Talvez, eu seja minha própria semente e não tenha dado a devida importância a isso!
Não deixe a sua semente secar, morrer. Faça-a florescer!
[Mariana Oliveira]

11 de set. de 2010

"Sol da manhã"

O medo do desconhecido é comum a todos, é até um indicador de quem é normal. Mas o que realmente não é normal relacionado a este sentimento inerente ao ser humano, é deixá-lo tomar as rédeas de uma vida. Quando isso acontece, nossa visão se embaça e nossa capacidade de vencer obstáculos por meio de estratégias vai embora como areia entre os dedos.
Portanto, sem visão não há estratégia, e sem estratégia não há conquista, Sem conquista a vida estagna. Usando dessas três premissas, chego a conclusão de que o medo paralisa!
Que caiam as barreiras, que abram-se as cortinas, que quebrem-se as fronteiras com futuro, com o belo.
Quando as cortinas se abrirem, a esperança de ver o sol nascer torna-se-á uma certeza.
E com a noite, o medo vai embora.
E com o dia, a vida recebe o brilho antes roubado pelo medo.
O medo do novo.
O medo do desconhecido.
O medo das mudanças. Pois, "mudanças são necessárias".

(Manuella T. Dutra de Almeida)

22 de ago. de 2010

Grito mudo

Cercada de rascunhos, folhas amassadas, palavras soltas, em uma busca incessante de traduzir meus pensamentos ou fazer com que as palavras transpareçam quem eu realmente sou.
Sinto-me como uma garotinha abandonada em uma rua escura, na chuva.
Espero você chegar, com o seu guarda-chuva e um casaco para aquecer-me.
Olho para o fim dessa rua; percebo um movimento... Não é você! É só o vento me fazendo perceber que a minha espera é insana!
Você nunca vai chegar.
Vou continuar aqui, até que tenha forças para que com minhas próprias consiga pedir ajuda...
Vou continuar aqui, até que o frio seja tamanho, até que eu precise correr ou usar a criatividade para me aquecer.
Afinal, eu não preciso de você. Custou para que eu percebesse, demorou, doeu, remoeu, mas eu percebi, cresci.
E quanto à ferida aberta, ela vai cicatrizar, eu sei me virar!


PS: Dedicado a uma amiga, onde esses sentimentos imperam e prosseguem. Amo você.

[Mariana Oliveira]

20 de ago. de 2010

18 de junho

Deles eu não sei o nome, não sei endereço, e-mail ou telefone.
Talvez eu nunca tenha escutado suas vozes, e não me recordo de tê-los visto antes daquela manhã.
Era cedo, ele desceu do ônibus, sério, olhando fixamente para lugar algum.
Ela, já estava lá, distraída, mexia compulsivamente nos cabelos.
Não se falaram, mal se olharam.
Os dias passavam e aqueles encontros mudos já eram esperados e se repetiam diariamente.
Nunca se falaram. Os seus olhares se encontravam algumas vezes, mas não transpareceram nada. Ela, tímida, logo olhava para o chão e rapidamente erguia sua muralha com a cara fechada que não permitia a aproximação. Ele, sempre uma incógnita, olhava para o outro lado sem exitar.
Era tão comum aquele encontro, mas pareciam que não notavam a presença um do outro, muito menos a minha, que atentamente observa o comportamento dos dois.
Até que um dia, ele subiu no ônibus, ela decidiu esperar o próximo. Ele olhou, como se esperasse que ela também subisse. Ela, sempre ríspida, fingiu não ter notado. O ônibus partiu...
Se ela subisse ali nada mudaria, continuariam sem se olhar. Era só o hábito comum aos dois de estarem sempre no mesmo espaço.
Não sei o resto da história,, mas acredito que siga assim, do mesmo jeito.
Ela, certamente lembrará dele, eu sei, parece ter boa memória.
Ele, bem, dele já não posso falar. Era intraduzível e isso me incomodava, não consigo descobrir ou interpretar o que nele acontecia.
Mas, isso não significa que sentiam alguma coisa.
Na verdade, não havia sentimento ali... Eram apenas dois estranhos em um ponto de ônibus sendo observados por uma estranha que já imaginava o tema de seu próximo texto.
[Mariana Oliveira]

8 de ago. de 2010

Meu painho.

Eu herdei de você muito mais que o sorriso e os olhos, e disso você sabe. Vejo na minha personalidade marcas da sua.
Você não precisa de um único dia do ano, mas, como hoje é tido como dia dos pais, vamos lá....
Acredito que sou muito especial, porque para ter um pai como você é necessário ser muito agraciada.
Meu professor, até quando eu não quero aprender, e confesso você é o mais insistente, obrigada por isso; meu amigo, amigo mesmo, porque suas implicâncias bobas me fazem-me sentir completa.
Sinto-me honrada cada vez que te faço sorrir, e escuto elogios seus, não há nada melhor do que te deixar orgulhoso.
Obrigada por consertar meus brinquedos, me ensinar a andar de bicicleta, por me ajudar nas provas de matemática e escutar minhas reclamações bobas, ficar feliz quando realizo meus sonhos e ser o meu maior incentivador.
Você sabe ser pai na medida certa e eu quero ser sua filha na medida certa também.
Que esse “dia dos pais” se repita sempre pra mim e pra você.
Como já falei, um único dia é pouco!
Mas, como estou com você todos os outros dias, posso repetir sempre o quanto eu te amo e te admiro por sua força, honestidade, humildade, simplicidade, dedicação.
Perco-me em palavras para expressar suas qualidades e o quanto de admiro, que prefiro ficar só no Eu te amo! Isso basta!
Agradeço ao nosso Pai, pela oportunidade de escolher o pai que eu gostaria de ter, exatamente do jeito que você é!

Sua princesa, amiga, amarela, caçula, pequena, menina...
Que te ama muito, muito, como você bem sabe!
[ Me faz chorar, ver você chorar com minhas palavras, o meu caráter é fruto do seu! ♥]
(Mariana Oliveira)

7 de ago. de 2010

Satisfação.

Não havia outro caminho para percorrer.
Ela não tinha outra escolha a não ser continuar a caminhar, olhando sempre para frente.
E, andava pelo centro da cidade, no rádio tocava “dancing Queen”, nas mãos carregava um livro, Carlos Drummond era o autor.
Permanecia assim, nada a incomodava, nem mesmo o esbarrar das pessoas. Seus cabelos voavam, seus olhos brilhavam, prosseguia com um singelo sorriso nos lábios. Continuava a caminhar.
Para as pessoas era uma pessoa comum, muitos nem notavam sua presença. E ela continuava. Andava delicadamente, parecia flutuar ao carregar sua coroa nas mãos.
Sentia-se bem, um passo após o outro, sem pressa, era feliz, isso a completava, e bastava, naquele dia.
[Mariana Oliveira]

6 de ago. de 2010

Ah não, de novo não!

Existem sentimentos que você decide não sentir de novo. Existem situações que você não quer passar de novo. É uma questão de amor próprio...
Até suponho que de inteligência também, e se não for pedir demais, não duvide da minha.
[Mariana Oliveira]




PS: Gostaria de lembrar que as coisas que são ditas aqui são nossas. O que não é de nossa autoria, colocamos os devidos créditos. Pedimos, encarecidamente, que tenham a mesma honestidade ao copiar algo daqui, afinal, é nossa "cria". Muito obrigada por lerem nossos textinhos.
Um beijo!

28 de jul. de 2010

A 4° dimensão do mundo.

O tempo e o espaço existem independente de nossa concepção mental. Segundo Newton, o tempo, o espaço e a matéria não obedecem a uma dependência mútua, são mecanismos distintos. Machado de Assis, confirma o absolutismo do tempo ao dizer " O tempo caleja a sensibilidade e oblitera a memória das coisas."
O admirável ceticissmo de Einsten ao "discordar" de Newton que o tempo e o espaço são absolutos, nos remete a ideia e nos faz excogitar que : a matéria é o mecanismo pelo qual demarca-se a existência do tempo e do espaço.
Altura, comprimento, largura e tempo nos permitem registrar qualquer acontecimento. Sendo assim, o tempo é a quarta dimensão do mundo.
(Manuella T. Dutra de Almeida)

17 de jul. de 2010

Era uma vez uma princesa...

Uma princesa que diferente de todas as outras, não vive num conto de fadas.
Essa princesa mora no final de uma rua longa, asfaltada e cheia de casas bonitas.
Mas a casa mais bonita era a dela. Não somente em questão de estética física, mas principalmente de estética afetiva!
Essa princesa tem um alicerce forte. Existe um Rei, uma rainha, e um príncipe. Não apenas como num conto de fadas, mas como tem que ser, como todos querem que seja – e ela tinha.
Essa princesa, diferente do que muita gente pensa, é louca. Mas calma, essa loucura é fria, inteligente, e de propósito. Não que ela aja de forma calculista. Mas a loucura transparece dessa forma: Apenas os que têm o privilégio de conhecê-la, entendem a essência e o porque dessa maluquice.
Essa princesa é bonita. “Ah! Que grande novidade, uma princesa bonita!!”
Mas ao vê-la por completo, sem vaidade, rindo, com as mãos sujas de Doritos, acabando de acordar, sem ter sobre os olhos um sobrancelha feita, você continuará achando-a bonita. Bonita não, – “bonita” é uma palavra muito fácil pra essa princesa – prodigiosa, linda.
Essa princesa tem segredos bobos e puros. Mesmo que todos dissessem: “Isso é impossível! Ninguém é tão puro assim”! Ela continuaria sendo. Mas quando digo “pura”, não tento alienar ou coisificar. Não tento modificar, fingir, mentir.
Essa princesa olhou para mim, escolhendo-me, transformando-me, afastando-me do mal. É um poder tão sutil, que nem a própria consegue enxergar. Ah! Mas era de se imaginar! Nos seus sonhos bobos e puros, esconde-se uma princesa modesta e fiel àquilo que o seu Rei e sua Rainha lhe ensinaram: Generosidade!
Ah! Quanta beleza, generosidade, fidelidade, supremacia, elegância junta.
Quantos gestos, pitacos, características, formas, simplicidade, inteligência...
Porque a vida é assim como um sorvete de napolitano, minha princesa. A gente escolhe a quantidade que quiser; a cor; o sabor; a forma...
E eu escolhi você.
Assim como tantos outros escolheram, e ainda escolherão.
(Jesana Germano - Dedicado totalmente à Mariana Oliveira. )

10 de jul. de 2010

E, quem é normal?

Ando sempre rápido, mesmo que não esteja apressada, não olho pros lados, sempre olho pra frente, não respondo a “psiu”, portanto, chamem o meu nome!
Passo rímel com a boca aberta, não consigo sair sem brincos e não durmo enquanto ouço o “tic-tac” de um relógio.
Tropeço no nada, sempre me sujo e nunca descubro como isso aconteceu.
Tenho medo de altura, olho sempre para os meus pés e coço sempre a parte superior do nariz quando estou com vergonha (o que não é raro).
Não uso todos os dedos para digitar, geralmente só uso o indicador e o polegar. Odeio ser interrompida enquanto escrevo.
Ouço mais do que falo, guardo mais do que esqueço.
Amo ouvir minha mãe contar histórias da minha infância, leio o final dos livros antes mesmo do começo.
Necessito de chocolate pelo menos uma vez por dia!
Tenho vergonha quando me fotografam, prefiro eu mesma tirar minhas fotos.
Não me cutuque, eu odeio”
Tenho um sinal em um dos dedos da mão, amo o sinal do meu ombro, embora muitas pessoas nem saibam que ele exista. Odeio falar ao telefone.
Abro a geladeira pra pensar...
Não me questione, não sou decifrável.
São tantas particularidades, minhas particularidades que esqueço...
A normalidade realmente me cansa, acho que os defeitos também são marcas das pessoas...
Afinal, de perto, ninguém é normal! Que atire a primeira pedra quem não se considera nem um pouco esquisito!
[Mariana Oliveira]
Inspirações para esse texto: www.calmila.blogspot.com

6 de jul. de 2010

Minha Casa

Quão grandes são as minhas expectativas para que chegue o dia que ela sairá da minha mente através das minhas mãos e tornar-se-á "concreta" pelas mãos de outros. Imaginá-la é tão real quanto vê-la. A sua escala única nasceu junto comigo, e isso a torna um pedaço de mim. Ainda assim tenho muito o que aprender para esboçá-la, não quero que nenhuma de suas medidas sejam corrompidas pelas minhas metas de agora. O esboço virá quando meus sonhos e capacidades forem congruentes com suas medidas. O que há de mais excelente será sua matéria, e as técnicas para formá-la, as melhores. Mas o que dará vida a seus espaços serão as pessoas e os dias vividos dentro dela, cada um deles obedecendo ao mais perfeito traçar de Deus.
Sonho com os rostos de cada uma das pessoas escolhidas antes de existirem para estarem lá, mesmo que tais faces sejam secretas até este momento e impossíveis de serem imaginadas. O que me traz certeza não é o futuro, mas o ser propulsor do tempo desconhecido e melhor que todos os outros que vivi, que ainda Virá!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

Voltando pra casa...

Neste momento em que supostamente simboliza o término de um sonho, é quase que impossível encontrar equilíbrio, se é que não foi a falta deste que nos deixou como estamos. Enquanto alguns choram, ou deixam presas nos olhos a tristeza do desfecho; Surgem verdadeiros especialistas, que se empenham em mostrar e acusar os defeitos, os erros. Mas quem são estes? Quem somos nós pra julgar o peso da responsabilidade que cada um teve nesta derrota?
O povo brasileiro, acima de tudo, ainda não aprendeu o que é honra! Presenciamos uma seleção "grande" abrir mão do orgulho e dizer que ganhar do nosso BRASIL já valeria a vitória na copa; Eles sim aprenderam o que é honra, e nesta honra obtiveram a "vitória".
Vamos honrar nossos guerreiros, vamos honrar e respeitar a dor que eles também "sentem". Afinal de contas, não são deuses do futebol, são homens como nós, que erram, que acertam, que choram. Mas que ainda assim levam no peito o sentimento de Brasileiros, de Vencedores!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

22 de jun. de 2010

"Não tem que ter título."

Sempre escuto frases imperativas do tipo: Você tem que ser gentil, você tem precisa estudar para ser alguém, você precisa trabalhar, você precisa ter um namorado, você tem que respeitar a opinião dos outros, você tem que sorrir mesmo sem querer e se você chorar é porque é bobo, se não chorar não tem coração, você tem que votar, acompanhar a copa, tem que ser bonita e popular, andar sempre na moda e até ter alguém que não goste de você para que você possa dizer que te invejam.
Raramente ouço: Você tem que sorrir quando quiser, amar quando sentir de verdade, ter amigos que te aceitam, ser feliz do seu jeito...
O que é preciso compreender é que para muitas coisas não existe um meio termo, e que quando se trata de pessoas nada pode ser exato. Pessoas são humanas e não exatas!
O que eu mais queria escutar é: VIVA, VIVA, cada dia, cada momento e seja você, sem precisar seguir padrões dessa sociedade cada vez mais contraditória, injusta, excruciante. Você não precisa ser acompanhado por outras pessoas, trata-se da sua vida, seus sentimentos e não de uma peça teatral!
Não se confunda, não se reprima e não se deixe sufocar, não se iluda, você “não tem que...”. Brinque, sorria, tome banho de chuva... Seja você, seja feliz!
E, se ninguém te disser tudo isso, faça como eu, olhe no espelho e fale, ouça a sua voz! E sem medo de parecer tolo diga: - Ei, psiu, tenha paciência, sorria, seu sorriso ilumina, VIVA!

[Mariana Oliveira]

18 de jun. de 2010

...

Passos, sorrisos, olhares, palavras, realmente tudo isso consegue a incrível façanha de prender, deter minha atenção.
Não consigo não observar o jogo robótico das pessoas, correm apressadamente, sem olhar para os lados; até olham, mas sua altivez não permite que vejam além de si.
Estão sempre correndo tanto, que não percebem as virtudes, defeitos que deixam cair em seu caminho - Se é que percebem por onde andam.
Esquecem de mostrar a poesia no olhar, que todos nós possuímos... O valor das coisas simples, minúsculas, mas de gigantesca importância, passa a fazer parte de um passado cada vez mais distante e completamente sufocado.
Então, enquanto observo esses "robôs orgânicos" me pergunto: Crescer é isso?
Se isso é ser adulto, prefiro permanecer no meu mundinho infantil, pelo menos eu consigo notar a flor violeta que está ao meu lado enquanto escrevo minhas meras palavras.
(Mariana Oliveira)

17 de jun. de 2010

Frutos...

Todos os dias passo por aquela árvore, já conheço o formato de seus galhos e a cor de suas folhas. No início eu a olhava com admiração e descobria nela coisas novas por passar tão atenta à suas exuberante diferença. Mas com o passar dos dias, acostumei-me com ela e meu interesse foi calejado pelo costume. Eu não mais a olhava, ela era sempre a mesma.
Numa manhã fria de março, fiz meu caminho como sempre o fiz, e quando esperava passar rápido; Parei, voltei a olhá-la! Ela estava linda e voltou a atrair minha atenção. Dos seus galhos que eu conhecia, saíam frutos grandes e de uma cor esplêndida, e a cada manhã ela me surpreendia com novas coisas a serem vistas.
Depois de mais um tempo acostumada com sua forma, em outra manhã desta vez nem tão quente e nem tão fria no mês de setembro, voltei a descobrí-la; Flores amarelas cobriam todas as folhas. A partir daí, aprendi a olhá-la todas as manhãs, e mesmo naquela estação que ela não está no auge de sua belexza, eu a observo e tenho a certeza de que um dia ela florescerá e dará frutos!

(Manuella T. Dutra de Almeida)

A Princesa

Uma princesa, era assim que ele me fazia sentir; Fazendo questão que eu falasse bem, comesse educadamente, tratasse bem as pessoas e principalmente honrasse meus pais. Quando estava com ele, era apenas sua princesa, sua companhia, absorvendo suas mínimas atitudes, levando aquilo como um treinamento; Sempre satisfeita, pois não havia nada mais aprazível que pertencer a ele.
Havia momentos de discórdia, mas ele me ensinou em todos eles. Alegra-me saber que me pareço com ele, mesmo que em pequenas coisas; E meu desejo é ser honrada como ele foi e herdar as qualidades do seu caráter. Não há como esquecê-lo, meu DNA me lembra em todo tempo; E a melhor herança que me deixou é o que me ensinou. Não consigo falar sem lágrimas deste ser insubstituível que me ensinou tudo o que eu sei, que me ensinou a ser quem sou.
Não o sinto no vento, nem no sol, mas sinto-o verdadeiramente em meu coração, em minha memória, e nela serei sempre sua Princesa!

Amo-te Vovô!

(Manuella T. Dutra de Almeida)

7 de jun. de 2010

Vestibular

É chegada a hora dos guerreiros provarem o que sabem, mas uma única batalha não pode medir um potencial de guerra, pelo menos não deveria. Como em Esparta, aqui nossas estratégias de guerra são determinadas e ensinadas pelos nossos generais; E a cada ensinamento, um Teste!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

O Poder de uma Palavra!

Quantas vezes o que realmente quero dizer é ouvido de outra forma; Quantas vezes minha real motivação é distorcida por mim através das palavras, esta por sua vez tem o poder de revelar e dissimular. E como já diz o palavrório mais sábio, que é a palavra de Deus, a morte e a vida estão no poder da língua.
Quando vou aprender a transmitir minha essência sem ser mal interpretada? Não há como escondê-la, pois ela está inerente a tudo que faço, isso é o que respalda seu nome: "Essência"!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

4 de jun. de 2010

A menina invisível.

Invisível, ela sempre se sentiu assim, desde a sua infância. Milhões de vezes as pessoas esbarravam nela, até pediam desculpas, mas não observavam seu rosto, muito menos seus grandes olhos castanhos.
Acostumara a ser sempre assim, até gostava... Sua timidez sempre foi exacerbada e um simples elogio já era motivo para suas bochechas ficarem vermelhas e as mãos trêmulas...
Cresceu assim, não era a mais bela, nem tão pouco era simpática.
Mas, alguém a percebeu, viu aquela menina que tantos julgavam “anormal”.
Ela não compreendeu como alguém conseguiu notá-la , enxergá-la em meio a seus próprios mitos e lendas. Alguém conseguiu achar graça na sua seriedade, alguém quis derreter seu gélido coração, encantou-se com suas palavras... Não as palavras faladas, afinal, ela mal falava; mas as palavras escritas, que sempre foram suas amigas.
Ela achou tudo tão estranho.
“Como assim alguém me notou de verdade?”
E, com um tímido sorriso, surgindo naquele rosto tão pálido e sem graça, percebeu que poderia ser notada, ela existia e agradecia por esse alguém tê-la feito perceber.
Finalmente percebeu que poderia parar de andar olhando para seus próprios pés... Ela não precisava disso, na verdade, nunca precisou.
(Mariana Oliveira)

3 de jun. de 2010

Era assim que ela permanecia.

Ela estava com as unhas pintadas, não era de costume vê-la daquele jeito, mas era assim que ela permanecia. Assim como as unhas, o seu gosto havia mudado; ela agora permanecia intacta, paranoica e sorridente ao lado de um certo alguém supostamente maravilhoso que de tão interessante a impressionava com piadas velhas depositadas no seu vocabulário novo e impossível de abalar. De longe eu observava e ouvia uma das coisas que eu tinha transmitido para ela: A risada! Era um barulho engraçado e completamente diferente daquilo que ela era, mas foi a minha marca fixada.
Ela tinha cabelos lisos, claros e levemente volumosos, porém era suficiente para esconder determinadas expressões que eu teimava espiar. Eu conseguia ver parte dos seus lábios finos cobertos por um batom cor de pele colocado desde que nascera. Ela era completamente natural: Usava calças baratas e velhas, mas que eram transformadas pela sua beleza e essência natural. Eu não queria mais observar, mas eu não tinha mais forças para tentar entendê-la ou para lutar contra o maior mal que me atingia: Eu!
Eu não tenho mais forças para ficar observando-a. Eu não consigo mais... E ela não era mais a mesma.
(Jesana Germano)

Faltava

Durante muito tempo, tive a caneta, o papel e as idéias para escrever... Mas, faltava algo. Percorri milhas e milhas no meu próprio pensamento, até que, com os olhos cheios de lágrimas, percebi que era isso que me faltava, Sentimento... Me faltava sentimento.
Percebi que era tão racional que não me permitia escutar as batidas do meu coração, mas, não se preocupe, eu tenho um coração!
(Mariana Oliveira)

Quem É Ela?

Secreta e invisível, porém indispensável. Sua vida é efêmera...
E seu início tão preciso.
Às vezes sozinha, mas geralmente acompanhada, muito bem acompanhada.
Tão abundante e sensível... Envolvida, rodeada de camadas finas e fortes.
O tempo é seu inimigo!
Célula.
(Manuella T. Dutra de Almeida)

Borboletando!

Viver e voar, passo as horas na analogia destas palavras, cultivo minha própria determinação, minha liberdade em desafiar o vento, sentir o aroma agradável e as cores vivas de uma flor. Diferindo-me da minha espécie, não adejo sem rumo e levianamente; a transparência multicor e tênue das minhas asas é diurna, pois após um longo período ninfal sob a forma de crisálidas, é impossível não querer voar e ser atraída pela delicadeza apaixonante de um girassol em meio a um céu de primavera, imenso e radiante. Não corra atrás de mim,, apenas cuide do seu jardim!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

2 de jun. de 2010

Autoridade Clandestina

Líderes natos, outorgados, aceitos, criticados. Nossas hierarquias governamentais são criadas e legitimadas pelo voto, que é proporcionado pelo poder de oratória e persuasão de um líder. O autoritarismo é difundido por uma posição social ou é uma característica da personalidade? A autoridade é realmente expressa através do autoritarismo?
O autoritarismo não é fator propulsor da autoridade, nem tão pouco uma característica desta, pelo contrário, o autoritarismo é o abuso da autoridade, informando que ela não mais existe baseada em termos de respeito mútuo.
Partindo do pressuposto de que o maior princípio da liderança é a capacidade de propor e não impor, o autoritarismo não é atributo de um autêntico líder.
(Manuella T. Dutra de Almeida)