Ando sempre rápido, mesmo que não esteja apressada, não olho pros lados, sempre olho pra frente, não respondo a “psiu”, portanto, chamem o meu nome!
Passo rímel com a boca aberta, não consigo sair sem brincos e não durmo enquanto ouço o “tic-tac” de um relógio.
Tropeço no nada, sempre me sujo e nunca descubro como isso aconteceu.
Tenho medo de altura, olho sempre para os meus pés e coço sempre a parte superior do nariz quando estou com vergonha (o que não é raro).
Não uso todos os dedos para digitar, geralmente só uso o indicador e o polegar. Odeio ser interrompida enquanto escrevo.
Ouço mais do que falo, guardo mais do que esqueço.
Amo ouvir minha mãe contar histórias da minha infância, leio o final dos livros antes mesmo do começo.
Necessito de chocolate pelo menos uma vez por dia!
Tenho vergonha quando me fotografam, prefiro eu mesma tirar minhas fotos.
Não me cutuque, eu odeio”
Tenho um sinal em um dos dedos da mão, amo o sinal do meu ombro, embora muitas pessoas nem saibam que ele exista. Odeio falar ao telefone.
Abro a geladeira pra pensar...
Não me questione, não sou decifrável.
São tantas particularidades, minhas particularidades que esqueço...
A normalidade realmente me cansa, acho que os defeitos também são marcas das pessoas...
Afinal, de perto, ninguém é normal! Que atire a primeira pedra quem não se considera nem um pouco esquisito!
[Mariana Oliveira]
Inspirações para esse texto: www.calmila.blogspot.com
10 de jul. de 2010
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