28 de jul. de 2010

A 4° dimensão do mundo.

O tempo e o espaço existem independente de nossa concepção mental. Segundo Newton, o tempo, o espaço e a matéria não obedecem a uma dependência mútua, são mecanismos distintos. Machado de Assis, confirma o absolutismo do tempo ao dizer " O tempo caleja a sensibilidade e oblitera a memória das coisas."
O admirável ceticissmo de Einsten ao "discordar" de Newton que o tempo e o espaço são absolutos, nos remete a ideia e nos faz excogitar que : a matéria é o mecanismo pelo qual demarca-se a existência do tempo e do espaço.
Altura, comprimento, largura e tempo nos permitem registrar qualquer acontecimento. Sendo assim, o tempo é a quarta dimensão do mundo.
(Manuella T. Dutra de Almeida)

17 de jul. de 2010

Era uma vez uma princesa...

Uma princesa que diferente de todas as outras, não vive num conto de fadas.
Essa princesa mora no final de uma rua longa, asfaltada e cheia de casas bonitas.
Mas a casa mais bonita era a dela. Não somente em questão de estética física, mas principalmente de estética afetiva!
Essa princesa tem um alicerce forte. Existe um Rei, uma rainha, e um príncipe. Não apenas como num conto de fadas, mas como tem que ser, como todos querem que seja – e ela tinha.
Essa princesa, diferente do que muita gente pensa, é louca. Mas calma, essa loucura é fria, inteligente, e de propósito. Não que ela aja de forma calculista. Mas a loucura transparece dessa forma: Apenas os que têm o privilégio de conhecê-la, entendem a essência e o porque dessa maluquice.
Essa princesa é bonita. “Ah! Que grande novidade, uma princesa bonita!!”
Mas ao vê-la por completo, sem vaidade, rindo, com as mãos sujas de Doritos, acabando de acordar, sem ter sobre os olhos um sobrancelha feita, você continuará achando-a bonita. Bonita não, – “bonita” é uma palavra muito fácil pra essa princesa – prodigiosa, linda.
Essa princesa tem segredos bobos e puros. Mesmo que todos dissessem: “Isso é impossível! Ninguém é tão puro assim”! Ela continuaria sendo. Mas quando digo “pura”, não tento alienar ou coisificar. Não tento modificar, fingir, mentir.
Essa princesa olhou para mim, escolhendo-me, transformando-me, afastando-me do mal. É um poder tão sutil, que nem a própria consegue enxergar. Ah! Mas era de se imaginar! Nos seus sonhos bobos e puros, esconde-se uma princesa modesta e fiel àquilo que o seu Rei e sua Rainha lhe ensinaram: Generosidade!
Ah! Quanta beleza, generosidade, fidelidade, supremacia, elegância junta.
Quantos gestos, pitacos, características, formas, simplicidade, inteligência...
Porque a vida é assim como um sorvete de napolitano, minha princesa. A gente escolhe a quantidade que quiser; a cor; o sabor; a forma...
E eu escolhi você.
Assim como tantos outros escolheram, e ainda escolherão.
(Jesana Germano - Dedicado totalmente à Mariana Oliveira. )

10 de jul. de 2010

E, quem é normal?

Ando sempre rápido, mesmo que não esteja apressada, não olho pros lados, sempre olho pra frente, não respondo a “psiu”, portanto, chamem o meu nome!
Passo rímel com a boca aberta, não consigo sair sem brincos e não durmo enquanto ouço o “tic-tac” de um relógio.
Tropeço no nada, sempre me sujo e nunca descubro como isso aconteceu.
Tenho medo de altura, olho sempre para os meus pés e coço sempre a parte superior do nariz quando estou com vergonha (o que não é raro).
Não uso todos os dedos para digitar, geralmente só uso o indicador e o polegar. Odeio ser interrompida enquanto escrevo.
Ouço mais do que falo, guardo mais do que esqueço.
Amo ouvir minha mãe contar histórias da minha infância, leio o final dos livros antes mesmo do começo.
Necessito de chocolate pelo menos uma vez por dia!
Tenho vergonha quando me fotografam, prefiro eu mesma tirar minhas fotos.
Não me cutuque, eu odeio”
Tenho um sinal em um dos dedos da mão, amo o sinal do meu ombro, embora muitas pessoas nem saibam que ele exista. Odeio falar ao telefone.
Abro a geladeira pra pensar...
Não me questione, não sou decifrável.
São tantas particularidades, minhas particularidades que esqueço...
A normalidade realmente me cansa, acho que os defeitos também são marcas das pessoas...
Afinal, de perto, ninguém é normal! Que atire a primeira pedra quem não se considera nem um pouco esquisito!
[Mariana Oliveira]
Inspirações para esse texto: www.calmila.blogspot.com

6 de jul. de 2010

Minha Casa

Quão grandes são as minhas expectativas para que chegue o dia que ela sairá da minha mente através das minhas mãos e tornar-se-á "concreta" pelas mãos de outros. Imaginá-la é tão real quanto vê-la. A sua escala única nasceu junto comigo, e isso a torna um pedaço de mim. Ainda assim tenho muito o que aprender para esboçá-la, não quero que nenhuma de suas medidas sejam corrompidas pelas minhas metas de agora. O esboço virá quando meus sonhos e capacidades forem congruentes com suas medidas. O que há de mais excelente será sua matéria, e as técnicas para formá-la, as melhores. Mas o que dará vida a seus espaços serão as pessoas e os dias vividos dentro dela, cada um deles obedecendo ao mais perfeito traçar de Deus.
Sonho com os rostos de cada uma das pessoas escolhidas antes de existirem para estarem lá, mesmo que tais faces sejam secretas até este momento e impossíveis de serem imaginadas. O que me traz certeza não é o futuro, mas o ser propulsor do tempo desconhecido e melhor que todos os outros que vivi, que ainda Virá!
(Manuella T. Dutra de Almeida)

Voltando pra casa...

Neste momento em que supostamente simboliza o término de um sonho, é quase que impossível encontrar equilíbrio, se é que não foi a falta deste que nos deixou como estamos. Enquanto alguns choram, ou deixam presas nos olhos a tristeza do desfecho; Surgem verdadeiros especialistas, que se empenham em mostrar e acusar os defeitos, os erros. Mas quem são estes? Quem somos nós pra julgar o peso da responsabilidade que cada um teve nesta derrota?
O povo brasileiro, acima de tudo, ainda não aprendeu o que é honra! Presenciamos uma seleção "grande" abrir mão do orgulho e dizer que ganhar do nosso BRASIL já valeria a vitória na copa; Eles sim aprenderam o que é honra, e nesta honra obtiveram a "vitória".
Vamos honrar nossos guerreiros, vamos honrar e respeitar a dor que eles também "sentem". Afinal de contas, não são deuses do futebol, são homens como nós, que erram, que acertam, que choram. Mas que ainda assim levam no peito o sentimento de Brasileiros, de Vencedores!
(Manuella T. Dutra de Almeida)