Sempre escuto frases imperativas do tipo: Você tem que ser gentil, você tem precisa estudar para ser alguém, você precisa trabalhar, você precisa ter um namorado, você tem que respeitar a opinião dos outros, você tem que sorrir mesmo sem querer e se você chorar é porque é bobo, se não chorar não tem coração, você tem que votar, acompanhar a copa, tem que ser bonita e popular, andar sempre na moda e até ter alguém que não goste de você para que você possa dizer que te invejam.
Raramente ouço: Você tem que sorrir quando quiser, amar quando sentir de verdade, ter amigos que te aceitam, ser feliz do seu jeito...
O que é preciso compreender é que para muitas coisas não existe um meio termo, e que quando se trata de pessoas nada pode ser exato. Pessoas são humanas e não exatas!
O que eu mais queria escutar é: VIVA, VIVA, cada dia, cada momento e seja você, sem precisar seguir padrões dessa sociedade cada vez mais contraditória, injusta, excruciante. Você não precisa ser acompanhado por outras pessoas, trata-se da sua vida, seus sentimentos e não de uma peça teatral!
Não se confunda, não se reprima e não se deixe sufocar, não se iluda, você “não tem que...”. Brinque, sorria, tome banho de chuva... Seja você, seja feliz!
E, se ninguém te disser tudo isso, faça como eu, olhe no espelho e fale, ouça a sua voz! E sem medo de parecer tolo diga: - Ei, psiu, tenha paciência, sorria, seu sorriso ilumina, VIVA!
[Mariana Oliveira]
22 de jun. de 2010
18 de jun. de 2010
...
Passos, sorrisos, olhares, palavras, realmente tudo isso consegue a incrível façanha de prender, deter minha atenção.
Não consigo não observar o jogo robótico das pessoas, correm apressadamente, sem olhar para os lados; até olham, mas sua altivez não permite que vejam além de si.
Estão sempre correndo tanto, que não percebem as virtudes, defeitos que deixam cair em seu caminho - Se é que percebem por onde andam.
Esquecem de mostrar a poesia no olhar, que todos nós possuímos... O valor das coisas simples, minúsculas, mas de gigantesca importância, passa a fazer parte de um passado cada vez mais distante e completamente sufocado.
Então, enquanto observo esses "robôs orgânicos" me pergunto: Crescer é isso?
Se isso é ser adulto, prefiro permanecer no meu mundinho infantil, pelo menos eu consigo notar a flor violeta que está ao meu lado enquanto escrevo minhas meras palavras.
(Mariana Oliveira)
Não consigo não observar o jogo robótico das pessoas, correm apressadamente, sem olhar para os lados; até olham, mas sua altivez não permite que vejam além de si.
Estão sempre correndo tanto, que não percebem as virtudes, defeitos que deixam cair em seu caminho - Se é que percebem por onde andam.
Esquecem de mostrar a poesia no olhar, que todos nós possuímos... O valor das coisas simples, minúsculas, mas de gigantesca importância, passa a fazer parte de um passado cada vez mais distante e completamente sufocado.
Então, enquanto observo esses "robôs orgânicos" me pergunto: Crescer é isso?
Se isso é ser adulto, prefiro permanecer no meu mundinho infantil, pelo menos eu consigo notar a flor violeta que está ao meu lado enquanto escrevo minhas meras palavras.
(Mariana Oliveira)
17 de jun. de 2010
Frutos...
Todos os dias passo por aquela árvore, já conheço o formato de seus galhos e a cor de suas folhas. No início eu a olhava com admiração e descobria nela coisas novas por passar tão atenta à suas exuberante diferença. Mas com o passar dos dias, acostumei-me com ela e meu interesse foi calejado pelo costume. Eu não mais a olhava, ela era sempre a mesma.
Numa manhã fria de março, fiz meu caminho como sempre o fiz, e quando esperava passar rápido; Parei, voltei a olhá-la! Ela estava linda e voltou a atrair minha atenção. Dos seus galhos que eu conhecia, saíam frutos grandes e de uma cor esplêndida, e a cada manhã ela me surpreendia com novas coisas a serem vistas.
Depois de mais um tempo acostumada com sua forma, em outra manhã desta vez nem tão quente e nem tão fria no mês de setembro, voltei a descobrí-la; Flores amarelas cobriam todas as folhas. A partir daí, aprendi a olhá-la todas as manhãs, e mesmo naquela estação que ela não está no auge de sua belexza, eu a observo e tenho a certeza de que um dia ela florescerá e dará frutos!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Numa manhã fria de março, fiz meu caminho como sempre o fiz, e quando esperava passar rápido; Parei, voltei a olhá-la! Ela estava linda e voltou a atrair minha atenção. Dos seus galhos que eu conhecia, saíam frutos grandes e de uma cor esplêndida, e a cada manhã ela me surpreendia com novas coisas a serem vistas.
Depois de mais um tempo acostumada com sua forma, em outra manhã desta vez nem tão quente e nem tão fria no mês de setembro, voltei a descobrí-la; Flores amarelas cobriam todas as folhas. A partir daí, aprendi a olhá-la todas as manhãs, e mesmo naquela estação que ela não está no auge de sua belexza, eu a observo e tenho a certeza de que um dia ela florescerá e dará frutos!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
A Princesa
Uma princesa, era assim que ele me fazia sentir; Fazendo questão que eu falasse bem, comesse educadamente, tratasse bem as pessoas e principalmente honrasse meus pais. Quando estava com ele, era apenas sua princesa, sua companhia, absorvendo suas mínimas atitudes, levando aquilo como um treinamento; Sempre satisfeita, pois não havia nada mais aprazível que pertencer a ele.
Havia momentos de discórdia, mas ele me ensinou em todos eles. Alegra-me saber que me pareço com ele, mesmo que em pequenas coisas; E meu desejo é ser honrada como ele foi e herdar as qualidades do seu caráter. Não há como esquecê-lo, meu DNA me lembra em todo tempo; E a melhor herança que me deixou é o que me ensinou. Não consigo falar sem lágrimas deste ser insubstituível que me ensinou tudo o que eu sei, que me ensinou a ser quem sou.
Não o sinto no vento, nem no sol, mas sinto-o verdadeiramente em meu coração, em minha memória, e nela serei sempre sua Princesa!
Amo-te Vovô!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Havia momentos de discórdia, mas ele me ensinou em todos eles. Alegra-me saber que me pareço com ele, mesmo que em pequenas coisas; E meu desejo é ser honrada como ele foi e herdar as qualidades do seu caráter. Não há como esquecê-lo, meu DNA me lembra em todo tempo; E a melhor herança que me deixou é o que me ensinou. Não consigo falar sem lágrimas deste ser insubstituível que me ensinou tudo o que eu sei, que me ensinou a ser quem sou.
Não o sinto no vento, nem no sol, mas sinto-o verdadeiramente em meu coração, em minha memória, e nela serei sempre sua Princesa!
Amo-te Vovô!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
7 de jun. de 2010
Vestibular
É chegada a hora dos guerreiros provarem o que sabem, mas uma única batalha não pode medir um potencial de guerra, pelo menos não deveria. Como em Esparta, aqui nossas estratégias de guerra são determinadas e ensinadas pelos nossos generais; E a cada ensinamento, um Teste!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
(Manuella T. Dutra de Almeida)
O Poder de uma Palavra!
Quantas vezes o que realmente quero dizer é ouvido de outra forma; Quantas vezes minha real motivação é distorcida por mim através das palavras, esta por sua vez tem o poder de revelar e dissimular. E como já diz o palavrório mais sábio, que é a palavra de Deus, a morte e a vida estão no poder da língua.
Quando vou aprender a transmitir minha essência sem ser mal interpretada? Não há como escondê-la, pois ela está inerente a tudo que faço, isso é o que respalda seu nome: "Essência"!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Quando vou aprender a transmitir minha essência sem ser mal interpretada? Não há como escondê-la, pois ela está inerente a tudo que faço, isso é o que respalda seu nome: "Essência"!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
4 de jun. de 2010
A menina invisível.
Invisível, ela sempre se sentiu assim, desde a sua infância. Milhões de vezes as pessoas esbarravam nela, até pediam desculpas, mas não observavam seu rosto, muito menos seus grandes olhos castanhos.
Acostumara a ser sempre assim, até gostava... Sua timidez sempre foi exacerbada e um simples elogio já era motivo para suas bochechas ficarem vermelhas e as mãos trêmulas...
Cresceu assim, não era a mais bela, nem tão pouco era simpática.
Mas, alguém a percebeu, viu aquela menina que tantos julgavam “anormal”.
Ela não compreendeu como alguém conseguiu notá-la , enxergá-la em meio a seus próprios mitos e lendas. Alguém conseguiu achar graça na sua seriedade, alguém quis derreter seu gélido coração, encantou-se com suas palavras... Não as palavras faladas, afinal, ela mal falava; mas as palavras escritas, que sempre foram suas amigas.
Ela achou tudo tão estranho.
“Como assim alguém me notou de verdade?”
E, com um tímido sorriso, surgindo naquele rosto tão pálido e sem graça, percebeu que poderia ser notada, ela existia e agradecia por esse alguém tê-la feito perceber.
Finalmente percebeu que poderia parar de andar olhando para seus próprios pés... Ela não precisava disso, na verdade, nunca precisou.
(Mariana Oliveira)
Acostumara a ser sempre assim, até gostava... Sua timidez sempre foi exacerbada e um simples elogio já era motivo para suas bochechas ficarem vermelhas e as mãos trêmulas...
Cresceu assim, não era a mais bela, nem tão pouco era simpática.
Mas, alguém a percebeu, viu aquela menina que tantos julgavam “anormal”.
Ela não compreendeu como alguém conseguiu notá-la , enxergá-la em meio a seus próprios mitos e lendas. Alguém conseguiu achar graça na sua seriedade, alguém quis derreter seu gélido coração, encantou-se com suas palavras... Não as palavras faladas, afinal, ela mal falava; mas as palavras escritas, que sempre foram suas amigas.
Ela achou tudo tão estranho.
“Como assim alguém me notou de verdade?”
E, com um tímido sorriso, surgindo naquele rosto tão pálido e sem graça, percebeu que poderia ser notada, ela existia e agradecia por esse alguém tê-la feito perceber.
Finalmente percebeu que poderia parar de andar olhando para seus próprios pés... Ela não precisava disso, na verdade, nunca precisou.
(Mariana Oliveira)
3 de jun. de 2010
Era assim que ela permanecia.
Ela estava com as unhas pintadas, não era de costume vê-la daquele jeito, mas era assim que ela permanecia. Assim como as unhas, o seu gosto havia mudado; ela agora permanecia intacta, paranoica e sorridente ao lado de um certo alguém supostamente maravilhoso que de tão interessante a impressionava com piadas velhas depositadas no seu vocabulário novo e impossível de abalar. De longe eu observava e ouvia uma das coisas que eu tinha transmitido para ela: A risada! Era um barulho engraçado e completamente diferente daquilo que ela era, mas foi a minha marca fixada.
Ela tinha cabelos lisos, claros e levemente volumosos, porém era suficiente para esconder determinadas expressões que eu teimava espiar. Eu conseguia ver parte dos seus lábios finos cobertos por um batom cor de pele colocado desde que nascera. Ela era completamente natural: Usava calças baratas e velhas, mas que eram transformadas pela sua beleza e essência natural. Eu não queria mais observar, mas eu não tinha mais forças para tentar entendê-la ou para lutar contra o maior mal que me atingia: Eu!
Eu não tenho mais forças para ficar observando-a. Eu não consigo mais... E ela não era mais a mesma.
(Jesana Germano)
Ela tinha cabelos lisos, claros e levemente volumosos, porém era suficiente para esconder determinadas expressões que eu teimava espiar. Eu conseguia ver parte dos seus lábios finos cobertos por um batom cor de pele colocado desde que nascera. Ela era completamente natural: Usava calças baratas e velhas, mas que eram transformadas pela sua beleza e essência natural. Eu não queria mais observar, mas eu não tinha mais forças para tentar entendê-la ou para lutar contra o maior mal que me atingia: Eu!
Eu não tenho mais forças para ficar observando-a. Eu não consigo mais... E ela não era mais a mesma.
(Jesana Germano)
Faltava
Durante muito tempo, tive a caneta, o papel e as idéias para escrever... Mas, faltava algo. Percorri milhas e milhas no meu próprio pensamento, até que, com os olhos cheios de lágrimas, percebi que era isso que me faltava, Sentimento... Me faltava sentimento.
Percebi que era tão racional que não me permitia escutar as batidas do meu coração, mas, não se preocupe, eu tenho um coração!
(Mariana Oliveira)
Percebi que era tão racional que não me permitia escutar as batidas do meu coração, mas, não se preocupe, eu tenho um coração!
(Mariana Oliveira)
Quem É Ela?
Secreta e invisível, porém indispensável. Sua vida é efêmera...
E seu início tão preciso.
Às vezes sozinha, mas geralmente acompanhada, muito bem acompanhada.
Tão abundante e sensível... Envolvida, rodeada de camadas finas e fortes.
O tempo é seu inimigo!
Célula.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
E seu início tão preciso.
Às vezes sozinha, mas geralmente acompanhada, muito bem acompanhada.
Tão abundante e sensível... Envolvida, rodeada de camadas finas e fortes.
O tempo é seu inimigo!
Célula.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Borboletando!
Viver e voar, passo as horas na analogia destas palavras, cultivo minha própria determinação, minha liberdade em desafiar o vento, sentir o aroma agradável e as cores vivas de uma flor. Diferindo-me da minha espécie, não adejo sem rumo e levianamente; a transparência multicor e tênue das minhas asas é diurna, pois após um longo período ninfal sob a forma de crisálidas, é impossível não querer voar e ser atraída pela delicadeza apaixonante de um girassol em meio a um céu de primavera, imenso e radiante. Não corra atrás de mim,, apenas cuide do seu jardim!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
(Manuella T. Dutra de Almeida)
2 de jun. de 2010
Autoridade Clandestina
Líderes natos, outorgados, aceitos, criticados. Nossas hierarquias governamentais são criadas e legitimadas pelo voto, que é proporcionado pelo poder de oratória e persuasão de um líder. O autoritarismo é difundido por uma posição social ou é uma característica da personalidade? A autoridade é realmente expressa através do autoritarismo?
O autoritarismo não é fator propulsor da autoridade, nem tão pouco uma característica desta, pelo contrário, o autoritarismo é o abuso da autoridade, informando que ela não mais existe baseada em termos de respeito mútuo.
Partindo do pressuposto de que o maior princípio da liderança é a capacidade de propor e não impor, o autoritarismo não é atributo de um autêntico líder.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
O autoritarismo não é fator propulsor da autoridade, nem tão pouco uma característica desta, pelo contrário, o autoritarismo é o abuso da autoridade, informando que ela não mais existe baseada em termos de respeito mútuo.
Partindo do pressuposto de que o maior princípio da liderança é a capacidade de propor e não impor, o autoritarismo não é atributo de um autêntico líder.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
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