Todos os dias passo por aquela árvore, já conheço o formato de seus galhos e a cor de suas folhas. No início eu a olhava com admiração e descobria nela coisas novas por passar tão atenta à suas exuberante diferença. Mas com o passar dos dias, acostumei-me com ela e meu interesse foi calejado pelo costume. Eu não mais a olhava, ela era sempre a mesma.
Numa manhã fria de março, fiz meu caminho como sempre o fiz, e quando esperava passar rápido; Parei, voltei a olhá-la! Ela estava linda e voltou a atrair minha atenção. Dos seus galhos que eu conhecia, saíam frutos grandes e de uma cor esplêndida, e a cada manhã ela me surpreendia com novas coisas a serem vistas.
Depois de mais um tempo acostumada com sua forma, em outra manhã desta vez nem tão quente e nem tão fria no mês de setembro, voltei a descobrí-la; Flores amarelas cobriam todas as folhas. A partir daí, aprendi a olhá-la todas as manhãs, e mesmo naquela estação que ela não está no auge de sua belexza, eu a observo e tenho a certeza de que um dia ela florescerá e dará frutos!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
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