6 de set. de 2011

Mudança e Essência

Desde que ouvi que não existe evolução sem que haja mudanças, resolvi não só lembrar destas palavras, mas tê-las como ideal. Não como meta, como projeto, mas como o ideal sonhado, pensado, idealizado e não colocado em prática. Esta foi a premisssa que ao invés de me impulsionar a mudar em mim o que era necessário, me calejou a pensar igual e não mudar. Ela tornou-se algo representativo e sem nenhum sentido, como uma reza que é dita sem que se perceba o real sentido das palavras. Lutei contra minha tendência natural de agrupar letras sem sentido e passei a analizar cada verbo, cada ligação entre frases e palavras, cada artigo e enfim o sujeito. O sujeito MUDANÇA, que é só uma palavra quando se insiste em estar no mesmo lugar, em ver as mesmas cores, em continuar andando no meio da multidão. Então hoje, só não mudo minha identidade que é única, imutável e indelével. Mas o que pode ser refultado, alterado, movido e melhorado, isto sim, me dedico a mudar. Existem lugares melhores, cores mais vivas, caminhos mais lindos com fins melhores. O maior desafio que se tem quando se decide mudar é saber combinar o novo com a própria essência. Pois mudar é evoluir, mas fugir da essência é ignorância.

(Manuella Dutra)