Desde que ouvi que não existe evolução sem que haja mudanças, resolvi não só lembrar destas palavras, mas tê-las como ideal. Não como meta, como projeto, mas como o ideal sonhado, pensado, idealizado e não colocado em prática. Esta foi a premisssa que ao invés de me impulsionar a mudar em mim o que era necessário, me calejou a pensar igual e não mudar. Ela tornou-se algo representativo e sem nenhum sentido, como uma reza que é dita sem que se perceba o real sentido das palavras. Lutei contra minha tendência natural de agrupar letras sem sentido e passei a analizar cada verbo, cada ligação entre frases e palavras, cada artigo e enfim o sujeito. O sujeito MUDANÇA, que é só uma palavra quando se insiste em estar no mesmo lugar, em ver as mesmas cores, em continuar andando no meio da multidão. Então hoje, só não mudo minha identidade que é única, imutável e indelével. Mas o que pode ser refultado, alterado, movido e melhorado, isto sim, me dedico a mudar. Existem lugares melhores, cores mais vivas, caminhos mais lindos com fins melhores. O maior desafio que se tem quando se decide mudar é saber combinar o novo com a própria essência. Pois mudar é evoluir, mas fugir da essência é ignorância.
(Manuella Dutra)
6 de set. de 2011
27 de jul. de 2011
EU x EU
É nos dias frios que me confronto com meu eu, com meu reflexo embaçado nas janelas molhadas, com meus sentimentos tolos imperceptíveis por fora.
Neste confroto saiu como um soldado vencido da guerra, quem ganha é o meu eu
meu eu bobo, teimoso, que vê a iminência de uma tragédia e mesmo assim insiste em correr o risco. O risco de andar em um campo minado e desnivelado.
Na verdade, eu fico a mercê deste eu que obedece a outro eu e me escraviza a um eterno medo, medo que o próximo passo seja o passo que escolha, sem nenhuma sorte, a mina preparada para tornar dele o último passo, o fim da dança neste compasso.
[Manuella Dutra]
Neste confroto saiu como um soldado vencido da guerra, quem ganha é o meu eu
meu eu bobo, teimoso, que vê a iminência de uma tragédia e mesmo assim insiste em correr o risco. O risco de andar em um campo minado e desnivelado.
Na verdade, eu fico a mercê deste eu que obedece a outro eu e me escraviza a um eterno medo, medo que o próximo passo seja o passo que escolha, sem nenhuma sorte, a mina preparada para tornar dele o último passo, o fim da dança neste compasso.
[Manuella Dutra]
24 de jun. de 2011
Tendo, sendo, vivendo.
Era como mergulhar em um rio e não se molhar. passava por vários lugares e a sensação que tinha era que nada absorvia, aliás, não tinha sensação alguma.
Lia mas não compreendia, olhava mas não enxergava, prosseguia assim, vivendo um dia de cada vez e fazendo de tudo para que aquelas 24 horas passassem o mais rápido possível,mesmo sabendo que não passariam.
Não caminhava com suas próprias pernas, era levado pelo turbilhão de pessoas e obrigações a sua volta. Até tentou fazer o caminho contrário, mas a sua força não era suficiente, sempre era vencido, sufocado pela rotina.
uma semana,um mês, um ano... Um tempo se ser, sem estar, sem ter. Verbos no infinitivo não satisfazem, é preciso mais, bem mais, é preciso conjugá-los em todas as pessoas, em todos os tempos, em todas as formas.
Infinitas são as coisas que ninguém pode fazer por você. Não faltava ajuda, faltava coragem.
[Mariana Oliveira]
Lia mas não compreendia, olhava mas não enxergava, prosseguia assim, vivendo um dia de cada vez e fazendo de tudo para que aquelas 24 horas passassem o mais rápido possível,mesmo sabendo que não passariam.
Não caminhava com suas próprias pernas, era levado pelo turbilhão de pessoas e obrigações a sua volta. Até tentou fazer o caminho contrário, mas a sua força não era suficiente, sempre era vencido, sufocado pela rotina.
uma semana,um mês, um ano... Um tempo se ser, sem estar, sem ter. Verbos no infinitivo não satisfazem, é preciso mais, bem mais, é preciso conjugá-los em todas as pessoas, em todos os tempos, em todas as formas.
Infinitas são as coisas que ninguém pode fazer por você. Não faltava ajuda, faltava coragem.
[Mariana Oliveira]
11 de jun. de 2011
Por trás dos arbustos
Estava sozinha no jardim, sentada na namoradeira de ferro batido que se destacava com sua brancura em meio a tanto verde, sem esquecer as flores amarelas que estavam por todo lugar. O silêncio no jardim era inspirador, e o barulho das águas da fonte exercia sobre mim um domínio incontestável, trazia-me tranqüilidade. Até que um ruído quebrou o silêncio e voltou minha atenção para os arbustos à minha direita que balançavam de acordo com aquele som confuso. Mesmo assustada, andei em direção aos arbustos buscando descobrir o causador dos ruídos; por trás das folhas algo branco mexia-se tentando esconder-se, quanto mais tentava, mais mostrava que ali estava. Quando afastei os pequenos galhos que furavam minhas mãos, encontrei um coelho lindo, branco como o leite, com os olhos arregalados, olhando-me com medo. Peguei-o nos braços e senti seu pêlo acariciar as feridas que os galhos fizeram em minhas mãos. Na tentativa de esconder-se, Ele me fez notá-lo! Tirei do seu pêlo os pedaços de folha dos galhos, sentindo uma satisfação imensa por tê-lo encontrado. Valeu a pena as feridas, hoje saradas, pois o coelho anda livremente pelo jardim, fazendo dele um lugar ainda mais encantador.
[Manuella Dutra]
[Manuella Dutra]
17 de mai. de 2011
Bagagem
Sim, eu também sei ser forte. E talvez, esse lado você não conheça.
Já achei que iria secar todas as minhas lágrimas e não sequei. Já acreditei que não sabia chorar e exatamente por isso chorei. Sorri enquanto ninguém achava graça, já me fiz inúmeras promessas e não cumpri. Jurei não acreditar em mais ninguém e mais uma vez falhei, felizmente falhei! Já corri com medo da chuva e me molhei do mesmo jeito.
E tantas outras coisas mudaram, tantas outras ficarão pelo caminho, algumas causarão mais dor, outras serão abandonadas sem nenhum sofrimento. É sempre assim, a gente esvazia a mala para que outras coisas caibam, não é desumano ou desapego, é apenas lógica: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.
[Mariana Oliveira]
Já achei que iria secar todas as minhas lágrimas e não sequei. Já acreditei que não sabia chorar e exatamente por isso chorei. Sorri enquanto ninguém achava graça, já me fiz inúmeras promessas e não cumpri. Jurei não acreditar em mais ninguém e mais uma vez falhei, felizmente falhei! Já corri com medo da chuva e me molhei do mesmo jeito.
E tantas outras coisas mudaram, tantas outras ficarão pelo caminho, algumas causarão mais dor, outras serão abandonadas sem nenhum sofrimento. É sempre assim, a gente esvazia a mala para que outras coisas caibam, não é desumano ou desapego, é apenas lógica: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.
[Mariana Oliveira]
10 de mai. de 2011
Só, somente...
Algumas vezes, o necessário não é pedir para alguém ficar. É preciso segurar em sua mão e acompanhar, silenciosamente, cordialmente, amigavelmente.
Nem sempre um "estou bem" significa estar realmente bem. Às vezes, a boca fala mas os olhos discordam.
Talvez seja impossível reconhecer a paz sem antes viver o caos, sem antes passar por chuvas torrenciais, desertos tão intensos e silêncio atormentador.
Mas, chegará o dia em que quando menos se espera, haverá uma saída e será necessário somente seguir. Esse, será o sinal que você não se perdeu na imensidão de ser. E acredite meu amigo, você venceu a maior das batalhas: O seu eu X o seu eu.
[Mariana Oliveira]
Nem sempre um "estou bem" significa estar realmente bem. Às vezes, a boca fala mas os olhos discordam.
Talvez seja impossível reconhecer a paz sem antes viver o caos, sem antes passar por chuvas torrenciais, desertos tão intensos e silêncio atormentador.
Mas, chegará o dia em que quando menos se espera, haverá uma saída e será necessário somente seguir. Esse, será o sinal que você não se perdeu na imensidão de ser. E acredite meu amigo, você venceu a maior das batalhas: O seu eu X o seu eu.
[Mariana Oliveira]
11 de abr. de 2011
Desenhando a infinidade do seu/meu traçado.
Correndo em círculos, traçando pegadas em cima daquelas que acabei de deixar, as palavras de sempre, os textos de sempre, as músicas de sempre.
Tudo que precisava era tracejar uma nova linha e de preferência, reta e sem volta. Precisava seguir, seja lá onde tudo isso fosse dar. Era o preço a ser pago para manter a pureza. E quando chegasse ao fim da linha traçaria outro e mais outra e então, ao vencer a incerteza, o ego, o medo, o orgulho e a desconfiança, a linha se tornaria apenas imaginária, e o caminho a ser percorrido não se limitava a ligação de um ponto a outro, de um início a um fim. Agora, existiam linhas imaginárias, tracejadas em conjunto e que se encontram, se entrelaçam, se esbarram, se confundem. É nessas linhas que encontro você e acredite, não poderia ser outra pessoa, pelo único e simples fato de ninguém conseguir ser você. Logo, aceito o fato de que falar em 2° ou 3° pessoa cansou. Assumo então e sem indignação: Você agora sou eu.
[Mariana Oliveira]
Tudo que precisava era tracejar uma nova linha e de preferência, reta e sem volta. Precisava seguir, seja lá onde tudo isso fosse dar. Era o preço a ser pago para manter a pureza. E quando chegasse ao fim da linha traçaria outro e mais outra e então, ao vencer a incerteza, o ego, o medo, o orgulho e a desconfiança, a linha se tornaria apenas imaginária, e o caminho a ser percorrido não se limitava a ligação de um ponto a outro, de um início a um fim. Agora, existiam linhas imaginárias, tracejadas em conjunto e que se encontram, se entrelaçam, se esbarram, se confundem. É nessas linhas que encontro você e acredite, não poderia ser outra pessoa, pelo único e simples fato de ninguém conseguir ser você. Logo, aceito o fato de que falar em 2° ou 3° pessoa cansou. Assumo então e sem indignação: Você agora sou eu.
[Mariana Oliveira]
20 de fev. de 2011
Sobre amor/amar
Acho que amar é sarar rapidamente suas feridas só pra ajudar um amigo a sarar as dele, ver beleza no que é visto todos os dias, é um chocolate num dia frio, é um filme no dia nublado, é superar seus próprios medos, a comida da mãe no domingo, a velha coca-cola no almoço. É escutar uma canção no ônibus, é não querer nada, é esperar, é sofrer, é roer as unhas por causa da mistura de nervosismo e alegria, é respeitar, é oferecer um sorriso largo sem esperar nada em troca, é parecer bobo, é compreender, é não entender, é escrever sem parar, é escolher uma frase, é uma conversa no silêncio, é a alegria do seu cãozinho ao vim te receber depois de um longo dia, é não dominar as borboletas no estômago. Deve ser assim. Sei tão pouco sobre o amor, mas a gente já nasce descobrindo o que é amar. Na verdade, nada é preciso saber, acho que amar é descobrir junto.
[Mariana Oliveira]
[Mariana Oliveira]
23 de jan. de 2011
Futuro do presente.
Deixamos pra amanhã a tarefa não cumprida;o sorriso não oferecido, assim como o abraço apertado num amigo.
Deixamos pra amanhã a leitura de um livro; uma palavra doce ou uma palavra dura;a mais sincera atenção.
Amanhã, deixamos tantas coisas pra fazer no dia seguinte, sem ao menos saber se ele existirá. Por cautela, por cuidado, por medo ou por vontade de se preservar, o fato é que deixamos para amanhã. Fazemos da nossa vida uma reserva colossal de um tempo que talvez não exista, ou exista de tal maneira que não seja percebido. Grandeza, coragem, nem sempre se mostram. É preciso ser bom, é preciso ser grande, mas, sobretudo, é preciso se compreender, entender que amanhã não serei a mesma de hoje e depois mudarei, e mudarei e mudarei, continuarei mudando. Triste é não mudar, o que é inflexível tem mais chance de quebrar. Valorizar cada instante, compreender o silêncio de uma companhia calada, mas ver a paz que isso te traz. Aliás, é essa paz que vem acompanhada de uma liberdade inenarrável. Liberdade esta que traz a necessidade de ser responsável e isso te torna grande, te torna bom o bastante pra se reconhecer e modificar, mudar a forma de si mesmo. E, saiba compreender que não expressar não é não sentir. Mudar não é falhar. Delicadeza não é fragilidade. Misturar as coisas não é loucura. Mas, escrever, ah escrever... É como pegar o seu amanhã e... Lá vou eu falar do tal do amanhã de novo. Vamos deixar que o amanhã se torne o presente, em todos os sentidos que essa palavra possa aparecer. Deixaremos o amanhã pra amanhã, ou não...
[Mariana Oliveira]
Deixamos pra amanhã a leitura de um livro; uma palavra doce ou uma palavra dura;a mais sincera atenção.
Amanhã, deixamos tantas coisas pra fazer no dia seguinte, sem ao menos saber se ele existirá. Por cautela, por cuidado, por medo ou por vontade de se preservar, o fato é que deixamos para amanhã. Fazemos da nossa vida uma reserva colossal de um tempo que talvez não exista, ou exista de tal maneira que não seja percebido. Grandeza, coragem, nem sempre se mostram. É preciso ser bom, é preciso ser grande, mas, sobretudo, é preciso se compreender, entender que amanhã não serei a mesma de hoje e depois mudarei, e mudarei e mudarei, continuarei mudando. Triste é não mudar, o que é inflexível tem mais chance de quebrar. Valorizar cada instante, compreender o silêncio de uma companhia calada, mas ver a paz que isso te traz. Aliás, é essa paz que vem acompanhada de uma liberdade inenarrável. Liberdade esta que traz a necessidade de ser responsável e isso te torna grande, te torna bom o bastante pra se reconhecer e modificar, mudar a forma de si mesmo. E, saiba compreender que não expressar não é não sentir. Mudar não é falhar. Delicadeza não é fragilidade. Misturar as coisas não é loucura. Mas, escrever, ah escrever... É como pegar o seu amanhã e... Lá vou eu falar do tal do amanhã de novo. Vamos deixar que o amanhã se torne o presente, em todos os sentidos que essa palavra possa aparecer. Deixaremos o amanhã pra amanhã, ou não...
[Mariana Oliveira]
10 de jan. de 2011
Alguma...
Olhava fixamente para a formiga que caminhava na parede e continuaria imóvel até escutar o terceiro toque do telefone. Do outro lado da linha, era só mais um engano.
Os dias quentes lhe permitiam sentar num degrau da escada e já era de se esperar que a encontrassem lá, sentada, olhando atentamente o céu mudar de cor ao anoitecer. Para ela a noite não era o fim do dia, era apenas uma singela continuação. Achava essa naturalidade tão bela e por um instante acreditava viver um momento unicamente seu.
Tudo lhe revelava. As unhas roídas, os cabelos em uma trança cuidadosamente desalinhadas, os lábios levemente rosados, contrastando com a palidez de sua face com leves algumas marcas avermelhadas, já que tudo marcava sua pele com tão grande intensidade, assim como a sua alma, fortemente marcada por situações visivelmente leves, afinal tinha sensação que tudo lhe exigia demais, fazia cobranças exageradas acerca dela mesma.
Gostava de filmes antigos e imaginava-se naquelas roupas, com aqueles princípios, com aquelas características e a cada novo dia tinha quase certeza de que nascera na época errada, ou não pertencia a esse planeta.
[Mariana Oliveira]
Os dias quentes lhe permitiam sentar num degrau da escada e já era de se esperar que a encontrassem lá, sentada, olhando atentamente o céu mudar de cor ao anoitecer. Para ela a noite não era o fim do dia, era apenas uma singela continuação. Achava essa naturalidade tão bela e por um instante acreditava viver um momento unicamente seu.
Tudo lhe revelava. As unhas roídas, os cabelos em uma trança cuidadosamente desalinhadas, os lábios levemente rosados, contrastando com a palidez de sua face com leves algumas marcas avermelhadas, já que tudo marcava sua pele com tão grande intensidade, assim como a sua alma, fortemente marcada por situações visivelmente leves, afinal tinha sensação que tudo lhe exigia demais, fazia cobranças exageradas acerca dela mesma.
Gostava de filmes antigos e imaginava-se naquelas roupas, com aqueles princípios, com aquelas características e a cada novo dia tinha quase certeza de que nascera na época errada, ou não pertencia a esse planeta.
[Mariana Oliveira]
31 de dez. de 2010
Ano novo, Novo Ano.
Receita de ano novo
Carlos Drummond
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
~*~
Se eu fosse escrever alguma coisa, com certeza não traduziria, com a mesma intensidade o que sinto como esta obra de Drummond.
Desejo que todos nós possamos despertar esse Ano Novo que já existe em nós, vamos viver da melhor maneira possível e frutificar, frutifica, frutificar...
Deus, obrigada por 2010, que nenhuma lição aprendida até aqui se perca ao longo do caminho. Obrigada por 2011 que bate a nossa porta da maneira mais delicada possível e nós com o sorriso no rosto, graciosamente respondemos: Fique à vontade.
Seja feliz, faça feliz. Sorria, faça sorrir. Viva.
Se os dias forem chuvosos, sorria mesmo assim, encontre a beleza destes. Se forem quentes, aproveite, volte a ser criança, tome banho de mangueira, cante, pule; encontre a beleza destes também.
O segredo é não ter segredo. Que 2011 seja muito melhor, Acorde o seu Ano Novo, isso ninguém pode fazer por você.
[Mariana Oliveira]
Carlos Drummond
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
~*~
Se eu fosse escrever alguma coisa, com certeza não traduziria, com a mesma intensidade o que sinto como esta obra de Drummond.
Desejo que todos nós possamos despertar esse Ano Novo que já existe em nós, vamos viver da melhor maneira possível e frutificar, frutifica, frutificar...
Deus, obrigada por 2010, que nenhuma lição aprendida até aqui se perca ao longo do caminho. Obrigada por 2011 que bate a nossa porta da maneira mais delicada possível e nós com o sorriso no rosto, graciosamente respondemos: Fique à vontade.
Seja feliz, faça feliz. Sorria, faça sorrir. Viva.
Se os dias forem chuvosos, sorria mesmo assim, encontre a beleza destes. Se forem quentes, aproveite, volte a ser criança, tome banho de mangueira, cante, pule; encontre a beleza destes também.
O segredo é não ter segredo. Que 2011 seja muito melhor, Acorde o seu Ano Novo, isso ninguém pode fazer por você.
[Mariana Oliveira]
25 de dez. de 2010
(!)
É melhor fecha a boca, para o coração não sair saltitando.
E quando gritar não resolve?
E quando chorar não é suficiente?
Não é tristeza, angustia, nem tampouco é alegria, festa. É um misto, é uma mistura de todos os sentimentos possíveis batidos numa espécie de liquidificador chamado coração. Sujeitinho este, que ganhou mais espaço do que deveria, tem falado muito e parou de me obedecer.
Essa criança medrosa e ao mesmo tempo astuta decidiu tomar as rédeas de sua própria vida, conseqüentemente da minha vida também. E eu, que sempre optei pelo pensar, decido optar pelo sentir.
Mas, não pense você que é uma tarefa fácil, não consigo me agradar de mim, é uma tarefa que cabe somente a mim, para mim e por mim.
Chame de egoísmo, amor-próprio, loucura, como quiser, fique a vontade.
Eu chamo apenas de fase, vai passar, mas vai deixar uma pequena contribuição na minha colcha de retalhos, na minha vida.
[Mariana Oliveira]
E quando gritar não resolve?
E quando chorar não é suficiente?
Não é tristeza, angustia, nem tampouco é alegria, festa. É um misto, é uma mistura de todos os sentimentos possíveis batidos numa espécie de liquidificador chamado coração. Sujeitinho este, que ganhou mais espaço do que deveria, tem falado muito e parou de me obedecer.
Essa criança medrosa e ao mesmo tempo astuta decidiu tomar as rédeas de sua própria vida, conseqüentemente da minha vida também. E eu, que sempre optei pelo pensar, decido optar pelo sentir.
Mas, não pense você que é uma tarefa fácil, não consigo me agradar de mim, é uma tarefa que cabe somente a mim, para mim e por mim.
Chame de egoísmo, amor-próprio, loucura, como quiser, fique a vontade.
Eu chamo apenas de fase, vai passar, mas vai deixar uma pequena contribuição na minha colcha de retalhos, na minha vida.
[Mariana Oliveira]
21 de nov. de 2010
M.
19 anos, de uma chatice infinita, de um sorriso largo, da risada muda, dos passos rápidos, das escritas simples, das melodias lentas, dos sentimentos guardados, das palavras não ditas, dos sonhos realizados, dos outros sonhos sonhados, dos pequenos dramas, das frases ensaiadas no espelho, do passado perfeito, do futuro idealizado e do presente inacabado, dos desastres mais sutis, da fragilidade, da força, das lágrimas, da chuva, do sol, da primavera, da lua, de fases, da segurança, da insegurança, de alguém, dela mesma.
Ela, por ela, para ela.
[Mariana Oliveira]
Ela, por ela, para ela.
[Mariana Oliveira]
13 de nov. de 2010
P.S
Eu deixei o portão aberto para que você não precisasse pular o muro.
Eu deixei a luz acessa para que você não tropeçasse no escuro.
Eu deixei um cobertor para que você não sentisse frio.
Deixei um bom livro para que você não se sentisse só.
Deixei a janela aberta para que você visse a lua.
Deixei uma foto, para lembrar-se de mim.
Fiz tudo pensando em você, mas por favor, não pise no meu jardim, não mate minhas flores.
Obrigada.
[Mariana Oliveira]
Eu deixei a luz acessa para que você não tropeçasse no escuro.
Eu deixei um cobertor para que você não sentisse frio.
Deixei um bom livro para que você não se sentisse só.
Deixei a janela aberta para que você visse a lua.
Deixei uma foto, para lembrar-se de mim.
Fiz tudo pensando em você, mas por favor, não pise no meu jardim, não mate minhas flores.
Obrigada.
[Mariana Oliveira]
27 de out. de 2010
Diálogo... Ou seria monólogo?
-Você é sempre do mesmo jeito.
- Eu? Como assim?
-Tem sempre o mesmo sorriso, quase não fala.
- Tem certeza que é de mim que você está falando?
- Mas é claro...
- Então, sinto dizer que você está redondamente enganado. Você não me conhece.
-Não?
-Não. Se me conhecesse saberia que não tenho um único sorriso. Tenho um modo de sorrir quando estou sendo irônica, quando estou encabulada, quando estou realmente feliz. E eu não preciso falar para falar, se é que você me entende. Você simplesmente não consegue me ler. Eu falo, mas não necessariamente com palavras. Meu olhar fala, meu silêncio fala.
E tudo se calou naquele momento, o chão parecia sumir e ela, sem pensar levantou-se e olhando fixamente para frente seguiu, não olhou para trás em nenhum momento embora sua força não tenha sido suficiente para conter as lágrimas que corriam como rios em seu rosto.
[Mariana Oliveira]
- Eu? Como assim?
-Tem sempre o mesmo sorriso, quase não fala.
- Tem certeza que é de mim que você está falando?
- Mas é claro...
- Então, sinto dizer que você está redondamente enganado. Você não me conhece.
-Não?
-Não. Se me conhecesse saberia que não tenho um único sorriso. Tenho um modo de sorrir quando estou sendo irônica, quando estou encabulada, quando estou realmente feliz. E eu não preciso falar para falar, se é que você me entende. Você simplesmente não consegue me ler. Eu falo, mas não necessariamente com palavras. Meu olhar fala, meu silêncio fala.
E tudo se calou naquele momento, o chão parecia sumir e ela, sem pensar levantou-se e olhando fixamente para frente seguiu, não olhou para trás em nenhum momento embora sua força não tenha sido suficiente para conter as lágrimas que corriam como rios em seu rosto.
[Mariana Oliveira]
23 de out. de 2010
Gaditas
Ouvi a história de um povo guerreiro, filho da tribo de gade, o 8º filho de Israel, conhecido por sua coragem e valentia. Povo com rosto de leão, olhos de águia e pés de corsa; O menor deles valia por cem, e o maior por mil.
Certo dia, 3 gaditas, servos de um rei sábio e respeitado, foram ao território inimigo em busca de água para seu rei; Eles não eram obrigados a buscar daquela água, mas se arriscaram para servir ao Rei.
Isso fez deles excelentes em tudo o que fizeram! No entanto, esta linhagem de servos, príncipes, guerreiros, não está morta e não é apenas parte de uma história, é a realidade de uma geração que está viva e entrando em ação.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Certo dia, 3 gaditas, servos de um rei sábio e respeitado, foram ao território inimigo em busca de água para seu rei; Eles não eram obrigados a buscar daquela água, mas se arriscaram para servir ao Rei.
Isso fez deles excelentes em tudo o que fizeram! No entanto, esta linhagem de servos, príncipes, guerreiros, não está morta e não é apenas parte de uma história, é a realidade de uma geração que está viva e entrando em ação.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Sangue
Existem várias coisas tidas como poderosas, coisas que expressam autoridade e que servem de apego aos homens para se sentirem seguros e norteados. Uns depositam sua confiança em carros ou em qualquer outro bem, em cargos e em pessoas.
Outros acreditam no poder de um Sangue! Líquido poderoso, misterioso, que traz vida e ratifica alianças. Essas pessoas têm suas armas e as peças de sua armadura mergulhadas e marcadas por este sangue.
Ele provém de um sacrifício perfeito, um sacrifício de amor. Por esse amor, o sangue não carrega apenas proteínas, elementos figurados e coisas afins; Mas carrega, especialmente Honra! Honra esta que é conhecida pelos inimigos deste povo antes mesmo de conhecê-los.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Outros acreditam no poder de um Sangue! Líquido poderoso, misterioso, que traz vida e ratifica alianças. Essas pessoas têm suas armas e as peças de sua armadura mergulhadas e marcadas por este sangue.
Ele provém de um sacrifício perfeito, um sacrifício de amor. Por esse amor, o sangue não carrega apenas proteínas, elementos figurados e coisas afins; Mas carrega, especialmente Honra! Honra esta que é conhecida pelos inimigos deste povo antes mesmo de conhecê-los.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
16 de out. de 2010
Só, lá, si.
Ela tinha memória “auditiva”, músicas sempre estavam associadas a um momento de sua vida.
Não que tivesse vivido tantos momentos assim, mas fazia de seus poucos e para alguns, monótonos momentos, os mais especiais.
Sua mente parecia uma estação de rádio, a todo instante podia ouvir canções dentro de si.
Associava música a momentos, pessoas, lugares, sentimentos.
Um fone de ouvido tornava-se o seu melhor amigo e unido a um ônibus, chuva , era o cenário perfeito, seu mundo.
Pois bem, achava música para tudo, menos para ela.
Faltava uma música que a fizesse pensar sobre ela mesma, nela mesma.
Mas ela não se importava, enquanto pensava nessas coisas, mais uma música tocava, sua memória acordava e um singelo sorriso era esboçado em sua delicada face.
Talvez algum dia ela venha ter uma música só sua!
[Mariana Oliveira]
Não que tivesse vivido tantos momentos assim, mas fazia de seus poucos e para alguns, monótonos momentos, os mais especiais.
Sua mente parecia uma estação de rádio, a todo instante podia ouvir canções dentro de si.
Associava música a momentos, pessoas, lugares, sentimentos.
Um fone de ouvido tornava-se o seu melhor amigo e unido a um ônibus, chuva , era o cenário perfeito, seu mundo.
Pois bem, achava música para tudo, menos para ela.
Faltava uma música que a fizesse pensar sobre ela mesma, nela mesma.
Mas ela não se importava, enquanto pensava nessas coisas, mais uma música tocava, sua memória acordava e um singelo sorriso era esboçado em sua delicada face.
Talvez algum dia ela venha ter uma música só sua!
[Mariana Oliveira]
4 de out. de 2010
A porção melhor.
Era noite, ela acordou com o barulho do mar e as ondas lambendo suas pernas.
Não sabia como estava ali, nem o porquê.
Procurava por vozes inaudíveis, estava sozinha. Percebeu que ali seria seu momento, podia fazer o que sempre sentiu vontade: correu pela praia, cantarolando sua canção favorita, brincou de artista com os cabelos ao vento, poderia ser quem quisesse. Não sentiu medo. Era única, sozinha, mas não se sentia solitária.
Depois de rir sozinha, voltou a questionar sobre o que estava fazendo ali e quem a levara.
Lembrou-se que tinha ido para aquela bela praia ouvir o mar, ver as ondas baterem nas pedras, iluminar-se pela lua.
Tudo lhe pertencia, aquilo era sua porção maior e a melhor, era um mundo externo bem maior que seus contos de fadas infantis.
E para chegar lá? Bem, para isso contou com a ajudinha de uma velha amiga: Imaginação...
O despertador tocou....
[Mariana Oliveira]
Não sabia como estava ali, nem o porquê.
Procurava por vozes inaudíveis, estava sozinha. Percebeu que ali seria seu momento, podia fazer o que sempre sentiu vontade: correu pela praia, cantarolando sua canção favorita, brincou de artista com os cabelos ao vento, poderia ser quem quisesse. Não sentiu medo. Era única, sozinha, mas não se sentia solitária.
Depois de rir sozinha, voltou a questionar sobre o que estava fazendo ali e quem a levara.
Lembrou-se que tinha ido para aquela bela praia ouvir o mar, ver as ondas baterem nas pedras, iluminar-se pela lua.
Tudo lhe pertencia, aquilo era sua porção maior e a melhor, era um mundo externo bem maior que seus contos de fadas infantis.
E para chegar lá? Bem, para isso contou com a ajudinha de uma velha amiga: Imaginação...
O despertador tocou....
[Mariana Oliveira]
1 de out. de 2010
Acanhamento
Mãos suadas e trêmulas, bochechas avermelhadas , sorriso sem graça e olhos voltados para os pés.
Falta lugar pra pôr as mãos,falta lugar para olhar. O chão parece sumir e o mundo parou para te observar.
Vontade incessante de sair correndo, o ar parece faltar, aumenta a sensação de estar dentro de uma caixa que vai diminuindo, diminuindo... Dá para sentir o bater de asas das borboletas ao dançarem no estômago.
Ah, timidez. Terrível timidez, doce timidez.
[Mariana Oliveira]
Falta lugar pra pôr as mãos,falta lugar para olhar. O chão parece sumir e o mundo parou para te observar.
Vontade incessante de sair correndo, o ar parece faltar, aumenta a sensação de estar dentro de uma caixa que vai diminuindo, diminuindo... Dá para sentir o bater de asas das borboletas ao dançarem no estômago.
Ah, timidez. Terrível timidez, doce timidez.
[Mariana Oliveira]
24 de set. de 2010
Caneta, caderno, coração.
É como se o meu coração fosse parar na ponta da minha caneta.
Penso, escrevo, descrevo sentimentos que desconheço, que talvez nunca tenha vivido.
A cada palavra escrita sinto um enorme descarregar.
Sai de mim, muitas vezes, sem sentido, sem razão. Pode até não ser racional.
Deixo a emoção falar. Calo a razão. Faço-a dormir, não para sempre.
Breve guardarei a emoção em uma caixa...
Não a despertarei até que o meu coração decida passear em uma folha rabiscada.
Afinal, quem o pode aprisionar?
[Mariana Oliveira]
Penso, escrevo, descrevo sentimentos que desconheço, que talvez nunca tenha vivido.
A cada palavra escrita sinto um enorme descarregar.
Sai de mim, muitas vezes, sem sentido, sem razão. Pode até não ser racional.
Deixo a emoção falar. Calo a razão. Faço-a dormir, não para sempre.
Breve guardarei a emoção em uma caixa...
Não a despertarei até que o meu coração decida passear em uma folha rabiscada.
Afinal, quem o pode aprisionar?
[Mariana Oliveira]
18 de set. de 2010
Vasos cheios
Só transborda-se do que está cheio, portanto, a violência familiar é um mecanismo cíclico, sendo herdado aos filhos através da convivência com os pais. Esta é a base da nossa sociedade.
Sigmund Freud afirmava que a ignorância é uma forma de alimentar o ego para vencer obstáculos e necessidades de auto-afirmação . A presença da agressividade no primeiro núcleo social, a família, é por vezes decorrente de abusos no uso de drogas legais e forja o convívio em sociedade, por conseguinte, não existe país justo com famílias destruidas.
As crianças são tal como vasos de barro que roubam calor da água neles depositada. Na infância, o caráter é formado por influências do meio. Logo, se dentro desses pequenos vasos é colocada a água suja do alcoolismo, do adultério, e da violência, esta água transbordará.
É necessário que os valores familiares sejam restaurados e que criem bases sólidas para a chegada dos rebentos. Se tudo melhorar no núcleo familiar, o sonho de termos uma sociedade justa e igualitária será apenas uma consequência.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Sigmund Freud afirmava que a ignorância é uma forma de alimentar o ego para vencer obstáculos e necessidades de auto-afirmação . A presença da agressividade no primeiro núcleo social, a família, é por vezes decorrente de abusos no uso de drogas legais e forja o convívio em sociedade, por conseguinte, não existe país justo com famílias destruidas.
As crianças são tal como vasos de barro que roubam calor da água neles depositada. Na infância, o caráter é formado por influências do meio. Logo, se dentro desses pequenos vasos é colocada a água suja do alcoolismo, do adultério, e da violência, esta água transbordará.
É necessário que os valores familiares sejam restaurados e que criem bases sólidas para a chegada dos rebentos. Se tudo melhorar no núcleo familiar, o sonho de termos uma sociedade justa e igualitária será apenas uma consequência.
(Manuella T. Dutra de Almeida)
"Lusotropicologia"
O homem ao unir sentimentos de pessimismo com nacionalismo, resulta no desejo de buscar causas e soluções para os problemas sociais de sua nação. Todavia, essa não é tarefa a que se dediquem todos os que possuem estes sentimentos.
Gilberto Freyre dedicou-se a isso , ou pelo menos é o que diz suas obras. Como poucos, ele soube separar seus ideais políticos de direita da sua pretendida análise da sociedade brasileira.
Uma de suas teorias, o "Lusotropicalismo" é um retrato da nossa formação social. Esse elitista com alargada visão, propõe a explicação para a nossa aceitação frente a diversidades. Portugal tem sua parcela de contribuição, e o tropicalismo é toda influência vinda dos trópicos. Influência indígena, africana, que ligada à nobreza colonial por meio do comércio casa-grande senzala resultam nessa capacidade brasileira de misturar-se e adaptar-se a outros povos!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Gilberto Freyre dedicou-se a isso , ou pelo menos é o que diz suas obras. Como poucos, ele soube separar seus ideais políticos de direita da sua pretendida análise da sociedade brasileira.
Uma de suas teorias, o "Lusotropicalismo" é um retrato da nossa formação social. Esse elitista com alargada visão, propõe a explicação para a nossa aceitação frente a diversidades. Portugal tem sua parcela de contribuição, e o tropicalismo é toda influência vinda dos trópicos. Influência indígena, africana, que ligada à nobreza colonial por meio do comércio casa-grande senzala resultam nessa capacidade brasileira de misturar-se e adaptar-se a outros povos!
(Manuella T. Dutra de Almeida)
12 de set. de 2010
Incerto...
É uma faca de dois gumes.
As pessoas esperam de nós, nós esperamos das pessoas. E nessa relação de mutualismo não há escudo que proteja dos arranhões gerados pelos choques, pelos encontros.
Não precisa de muito esforço para perceber que a vida não se trata de uma novela de Manoel Carlos.
Nem todo mundo mora no Leblon, nem todo mundo pode passar o dia de salto alto, nem todo mundo passa férias na Europa.
A vida não é tão previsível assim, o fim pode ser incerto.
Na verdade, trata-se de uma agricultura.
É necessário plantar uma sementinha todos os dias e que na maioria das vezes demora para ficar madura, florescer.
Resta ao “agricultor” a paciência de esperar e o amor para cultivar.
Talvez, eu seja minha própria semente e não tenha dado a devida importância a isso!
Não deixe a sua semente secar, morrer. Faça-a florescer!
[Mariana Oliveira]
As pessoas esperam de nós, nós esperamos das pessoas. E nessa relação de mutualismo não há escudo que proteja dos arranhões gerados pelos choques, pelos encontros.
Não precisa de muito esforço para perceber que a vida não se trata de uma novela de Manoel Carlos.
Nem todo mundo mora no Leblon, nem todo mundo pode passar o dia de salto alto, nem todo mundo passa férias na Europa.
A vida não é tão previsível assim, o fim pode ser incerto.
Na verdade, trata-se de uma agricultura.
É necessário plantar uma sementinha todos os dias e que na maioria das vezes demora para ficar madura, florescer.
Resta ao “agricultor” a paciência de esperar e o amor para cultivar.
Talvez, eu seja minha própria semente e não tenha dado a devida importância a isso!
Não deixe a sua semente secar, morrer. Faça-a florescer!
[Mariana Oliveira]
11 de set. de 2010
"Sol da manhã"
O medo do desconhecido é comum a todos, é até um indicador de quem é normal. Mas o que realmente não é normal relacionado a este sentimento inerente ao ser humano, é deixá-lo tomar as rédeas de uma vida. Quando isso acontece, nossa visão se embaça e nossa capacidade de vencer obstáculos por meio de estratégias vai embora como areia entre os dedos.
Portanto, sem visão não há estratégia, e sem estratégia não há conquista, Sem conquista a vida estagna. Usando dessas três premissas, chego a conclusão de que o medo paralisa!
Que caiam as barreiras, que abram-se as cortinas, que quebrem-se as fronteiras com futuro, com o belo.
Quando as cortinas se abrirem, a esperança de ver o sol nascer torna-se-á uma certeza.
E com a noite, o medo vai embora.
E com o dia, a vida recebe o brilho antes roubado pelo medo.
O medo do novo.
O medo do desconhecido.
O medo das mudanças. Pois, "mudanças são necessárias".
(Manuella T. Dutra de Almeida)
Portanto, sem visão não há estratégia, e sem estratégia não há conquista, Sem conquista a vida estagna. Usando dessas três premissas, chego a conclusão de que o medo paralisa!
Que caiam as barreiras, que abram-se as cortinas, que quebrem-se as fronteiras com futuro, com o belo.
Quando as cortinas se abrirem, a esperança de ver o sol nascer torna-se-á uma certeza.
E com a noite, o medo vai embora.
E com o dia, a vida recebe o brilho antes roubado pelo medo.
O medo do novo.
O medo do desconhecido.
O medo das mudanças. Pois, "mudanças são necessárias".
(Manuella T. Dutra de Almeida)
22 de ago. de 2010
Grito mudo
Cercada de rascunhos, folhas amassadas, palavras soltas, em uma busca incessante de traduzir meus pensamentos ou fazer com que as palavras transpareçam quem eu realmente sou.
Sinto-me como uma garotinha abandonada em uma rua escura, na chuva.
Espero você chegar, com o seu guarda-chuva e um casaco para aquecer-me.
Olho para o fim dessa rua; percebo um movimento... Não é você! É só o vento me fazendo perceber que a minha espera é insana!
Você nunca vai chegar.
Vou continuar aqui, até que tenha forças para que com minhas próprias consiga pedir ajuda...
Vou continuar aqui, até que o frio seja tamanho, até que eu precise correr ou usar a criatividade para me aquecer.
Afinal, eu não preciso de você. Custou para que eu percebesse, demorou, doeu, remoeu, mas eu percebi, cresci.
E quanto à ferida aberta, ela vai cicatrizar, eu sei me virar!
PS: Dedicado a uma amiga, onde esses sentimentos imperam e prosseguem. Amo você.
[Mariana Oliveira]
Sinto-me como uma garotinha abandonada em uma rua escura, na chuva.
Espero você chegar, com o seu guarda-chuva e um casaco para aquecer-me.
Olho para o fim dessa rua; percebo um movimento... Não é você! É só o vento me fazendo perceber que a minha espera é insana!
Você nunca vai chegar.
Vou continuar aqui, até que tenha forças para que com minhas próprias consiga pedir ajuda...
Vou continuar aqui, até que o frio seja tamanho, até que eu precise correr ou usar a criatividade para me aquecer.
Afinal, eu não preciso de você. Custou para que eu percebesse, demorou, doeu, remoeu, mas eu percebi, cresci.
E quanto à ferida aberta, ela vai cicatrizar, eu sei me virar!
PS: Dedicado a uma amiga, onde esses sentimentos imperam e prosseguem. Amo você.
[Mariana Oliveira]
20 de ago. de 2010
18 de junho
Deles eu não sei o nome, não sei endereço, e-mail ou telefone.
Talvez eu nunca tenha escutado suas vozes, e não me recordo de tê-los visto antes daquela manhã.
Era cedo, ele desceu do ônibus, sério, olhando fixamente para lugar algum.
Ela, já estava lá, distraída, mexia compulsivamente nos cabelos.
Não se falaram, mal se olharam.
Os dias passavam e aqueles encontros mudos já eram esperados e se repetiam diariamente.
Nunca se falaram. Os seus olhares se encontravam algumas vezes, mas não transpareceram nada. Ela, tímida, logo olhava para o chão e rapidamente erguia sua muralha com a cara fechada que não permitia a aproximação. Ele, sempre uma incógnita, olhava para o outro lado sem exitar.
Era tão comum aquele encontro, mas pareciam que não notavam a presença um do outro, muito menos a minha, que atentamente observa o comportamento dos dois.
Até que um dia, ele subiu no ônibus, ela decidiu esperar o próximo. Ele olhou, como se esperasse que ela também subisse. Ela, sempre ríspida, fingiu não ter notado. O ônibus partiu...
Se ela subisse ali nada mudaria, continuariam sem se olhar. Era só o hábito comum aos dois de estarem sempre no mesmo espaço.
Não sei o resto da história,, mas acredito que siga assim, do mesmo jeito.
Ela, certamente lembrará dele, eu sei, parece ter boa memória.
Ele, bem, dele já não posso falar. Era intraduzível e isso me incomodava, não consigo descobrir ou interpretar o que nele acontecia.
Mas, isso não significa que sentiam alguma coisa.
Na verdade, não havia sentimento ali... Eram apenas dois estranhos em um ponto de ônibus sendo observados por uma estranha que já imaginava o tema de seu próximo texto.
[Mariana Oliveira]
Talvez eu nunca tenha escutado suas vozes, e não me recordo de tê-los visto antes daquela manhã.
Era cedo, ele desceu do ônibus, sério, olhando fixamente para lugar algum.
Ela, já estava lá, distraída, mexia compulsivamente nos cabelos.
Não se falaram, mal se olharam.
Os dias passavam e aqueles encontros mudos já eram esperados e se repetiam diariamente.
Nunca se falaram. Os seus olhares se encontravam algumas vezes, mas não transpareceram nada. Ela, tímida, logo olhava para o chão e rapidamente erguia sua muralha com a cara fechada que não permitia a aproximação. Ele, sempre uma incógnita, olhava para o outro lado sem exitar.
Era tão comum aquele encontro, mas pareciam que não notavam a presença um do outro, muito menos a minha, que atentamente observa o comportamento dos dois.
Até que um dia, ele subiu no ônibus, ela decidiu esperar o próximo. Ele olhou, como se esperasse que ela também subisse. Ela, sempre ríspida, fingiu não ter notado. O ônibus partiu...
Se ela subisse ali nada mudaria, continuariam sem se olhar. Era só o hábito comum aos dois de estarem sempre no mesmo espaço.
Não sei o resto da história,, mas acredito que siga assim, do mesmo jeito.
Ela, certamente lembrará dele, eu sei, parece ter boa memória.
Ele, bem, dele já não posso falar. Era intraduzível e isso me incomodava, não consigo descobrir ou interpretar o que nele acontecia.
Mas, isso não significa que sentiam alguma coisa.
Na verdade, não havia sentimento ali... Eram apenas dois estranhos em um ponto de ônibus sendo observados por uma estranha que já imaginava o tema de seu próximo texto.
[Mariana Oliveira]
8 de ago. de 2010
Meu painho.
Eu herdei de você muito mais que o sorriso e os olhos, e disso você sabe. Vejo na minha personalidade marcas da sua.
Você não precisa de um único dia do ano, mas, como hoje é tido como dia dos pais, vamos lá....
Acredito que sou muito especial, porque para ter um pai como você é necessário ser muito agraciada.
Meu professor, até quando eu não quero aprender, e confesso você é o mais insistente, obrigada por isso; meu amigo, amigo mesmo, porque suas implicâncias bobas me fazem-me sentir completa.
Sinto-me honrada cada vez que te faço sorrir, e escuto elogios seus, não há nada melhor do que te deixar orgulhoso.
Obrigada por consertar meus brinquedos, me ensinar a andar de bicicleta, por me ajudar nas provas de matemática e escutar minhas reclamações bobas, ficar feliz quando realizo meus sonhos e ser o meu maior incentivador.
Você sabe ser pai na medida certa e eu quero ser sua filha na medida certa também.
Que esse “dia dos pais” se repita sempre pra mim e pra você.
Como já falei, um único dia é pouco!
Mas, como estou com você todos os outros dias, posso repetir sempre o quanto eu te amo e te admiro por sua força, honestidade, humildade, simplicidade, dedicação.
Perco-me em palavras para expressar suas qualidades e o quanto de admiro, que prefiro ficar só no Eu te amo! Isso basta!
Agradeço ao nosso Pai, pela oportunidade de escolher o pai que eu gostaria de ter, exatamente do jeito que você é!
Sua princesa, amiga, amarela, caçula, pequena, menina...
Que te ama muito, muito, como você bem sabe!
[ Me faz chorar, ver você chorar com minhas palavras, o meu caráter é fruto do seu! ♥]
(Mariana Oliveira)
Você não precisa de um único dia do ano, mas, como hoje é tido como dia dos pais, vamos lá....
Acredito que sou muito especial, porque para ter um pai como você é necessário ser muito agraciada.
Meu professor, até quando eu não quero aprender, e confesso você é o mais insistente, obrigada por isso; meu amigo, amigo mesmo, porque suas implicâncias bobas me fazem-me sentir completa.
Sinto-me honrada cada vez que te faço sorrir, e escuto elogios seus, não há nada melhor do que te deixar orgulhoso.
Obrigada por consertar meus brinquedos, me ensinar a andar de bicicleta, por me ajudar nas provas de matemática e escutar minhas reclamações bobas, ficar feliz quando realizo meus sonhos e ser o meu maior incentivador.
Você sabe ser pai na medida certa e eu quero ser sua filha na medida certa também.
Que esse “dia dos pais” se repita sempre pra mim e pra você.
Como já falei, um único dia é pouco!
Mas, como estou com você todos os outros dias, posso repetir sempre o quanto eu te amo e te admiro por sua força, honestidade, humildade, simplicidade, dedicação.
Perco-me em palavras para expressar suas qualidades e o quanto de admiro, que prefiro ficar só no Eu te amo! Isso basta!
Agradeço ao nosso Pai, pela oportunidade de escolher o pai que eu gostaria de ter, exatamente do jeito que você é!
Sua princesa, amiga, amarela, caçula, pequena, menina...
Que te ama muito, muito, como você bem sabe!
[ Me faz chorar, ver você chorar com minhas palavras, o meu caráter é fruto do seu! ♥]
(Mariana Oliveira)
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Só pra ele *-*
7 de ago. de 2010
Satisfação.
Não havia outro caminho para percorrer.
Ela não tinha outra escolha a não ser continuar a caminhar, olhando sempre para frente.
E, andava pelo centro da cidade, no rádio tocava “dancing Queen”, nas mãos carregava um livro, Carlos Drummond era o autor.
Permanecia assim, nada a incomodava, nem mesmo o esbarrar das pessoas. Seus cabelos voavam, seus olhos brilhavam, prosseguia com um singelo sorriso nos lábios. Continuava a caminhar.
Para as pessoas era uma pessoa comum, muitos nem notavam sua presença. E ela continuava. Andava delicadamente, parecia flutuar ao carregar sua coroa nas mãos.
Sentia-se bem, um passo após o outro, sem pressa, era feliz, isso a completava, e bastava, naquele dia.
[Mariana Oliveira]
Ela não tinha outra escolha a não ser continuar a caminhar, olhando sempre para frente.
E, andava pelo centro da cidade, no rádio tocava “dancing Queen”, nas mãos carregava um livro, Carlos Drummond era o autor.
Permanecia assim, nada a incomodava, nem mesmo o esbarrar das pessoas. Seus cabelos voavam, seus olhos brilhavam, prosseguia com um singelo sorriso nos lábios. Continuava a caminhar.
Para as pessoas era uma pessoa comum, muitos nem notavam sua presença. E ela continuava. Andava delicadamente, parecia flutuar ao carregar sua coroa nas mãos.
Sentia-se bem, um passo após o outro, sem pressa, era feliz, isso a completava, e bastava, naquele dia.
[Mariana Oliveira]
6 de ago. de 2010
Ah não, de novo não!
Existem sentimentos que você decide não sentir de novo. Existem situações que você não quer passar de novo. É uma questão de amor próprio...
Até suponho que de inteligência também, e se não for pedir demais, não duvide da minha.
[Mariana Oliveira]
PS: Gostaria de lembrar que as coisas que são ditas aqui são nossas. O que não é de nossa autoria, colocamos os devidos créditos. Pedimos, encarecidamente, que tenham a mesma honestidade ao copiar algo daqui, afinal, é nossa "cria". Muito obrigada por lerem nossos textinhos.
Um beijo!
Até suponho que de inteligência também, e se não for pedir demais, não duvide da minha.
[Mariana Oliveira]
PS: Gostaria de lembrar que as coisas que são ditas aqui são nossas. O que não é de nossa autoria, colocamos os devidos créditos. Pedimos, encarecidamente, que tenham a mesma honestidade ao copiar algo daqui, afinal, é nossa "cria". Muito obrigada por lerem nossos textinhos.
Um beijo!
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