-Você é sempre do mesmo jeito.
- Eu? Como assim?
-Tem sempre o mesmo sorriso, quase não fala.
- Tem certeza que é de mim que você está falando?
- Mas é claro...
- Então, sinto dizer que você está redondamente enganado. Você não me conhece.
-Não?
-Não. Se me conhecesse saberia que não tenho um único sorriso. Tenho um modo de sorrir quando estou sendo irônica, quando estou encabulada, quando estou realmente feliz. E eu não preciso falar para falar, se é que você me entende. Você simplesmente não consegue me ler. Eu falo, mas não necessariamente com palavras. Meu olhar fala, meu silêncio fala.
E tudo se calou naquele momento, o chão parecia sumir e ela, sem pensar levantou-se e olhando fixamente para frente seguiu, não olhou para trás em nenhum momento embora sua força não tenha sido suficiente para conter as lágrimas que corriam como rios em seu rosto.
[Mariana Oliveira]
27 de out. de 2010
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