Era noite, ela acordou com o barulho do mar e as ondas lambendo suas pernas.
Não sabia como estava ali, nem o porquê.
Procurava por vozes inaudíveis, estava sozinha. Percebeu que ali seria seu momento, podia fazer o que sempre sentiu vontade: correu pela praia, cantarolando sua canção favorita, brincou de artista com os cabelos ao vento, poderia ser quem quisesse. Não sentiu medo. Era única, sozinha, mas não se sentia solitária.
Depois de rir sozinha, voltou a questionar sobre o que estava fazendo ali e quem a levara.
Lembrou-se que tinha ido para aquela bela praia ouvir o mar, ver as ondas baterem nas pedras, iluminar-se pela lua.
Tudo lhe pertencia, aquilo era sua porção maior e a melhor, era um mundo externo bem maior que seus contos de fadas infantis.
E para chegar lá? Bem, para isso contou com a ajudinha de uma velha amiga: Imaginação...
O despertador tocou....
[Mariana Oliveira]
4 de out. de 2010
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