Estava sozinha no jardim, sentada na namoradeira de ferro batido que se destacava com sua brancura em meio a tanto verde, sem esquecer as flores amarelas que estavam por todo lugar. O silêncio no jardim era inspirador, e o barulho das águas da fonte exercia sobre mim um domínio incontestável, trazia-me tranqüilidade. Até que um ruído quebrou o silêncio e voltou minha atenção para os arbustos à minha direita que balançavam de acordo com aquele som confuso. Mesmo assustada, andei em direção aos arbustos buscando descobrir o causador dos ruídos; por trás das folhas algo branco mexia-se tentando esconder-se, quanto mais tentava, mais mostrava que ali estava. Quando afastei os pequenos galhos que furavam minhas mãos, encontrei um coelho lindo, branco como o leite, com os olhos arregalados, olhando-me com medo. Peguei-o nos braços e senti seu pêlo acariciar as feridas que os galhos fizeram em minhas mãos. Na tentativa de esconder-se, Ele me fez notá-lo! Tirei do seu pêlo os pedaços de folha dos galhos, sentindo uma satisfação imensa por tê-lo encontrado. Valeu a pena as feridas, hoje saradas, pois o coelho anda livremente pelo jardim, fazendo dele um lugar ainda mais encantador.
[Manuella Dutra]
11 de jun. de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário