3 de jun. de 2010

Era assim que ela permanecia.

Ela estava com as unhas pintadas, não era de costume vê-la daquele jeito, mas era assim que ela permanecia. Assim como as unhas, o seu gosto havia mudado; ela agora permanecia intacta, paranoica e sorridente ao lado de um certo alguém supostamente maravilhoso que de tão interessante a impressionava com piadas velhas depositadas no seu vocabulário novo e impossível de abalar. De longe eu observava e ouvia uma das coisas que eu tinha transmitido para ela: A risada! Era um barulho engraçado e completamente diferente daquilo que ela era, mas foi a minha marca fixada.
Ela tinha cabelos lisos, claros e levemente volumosos, porém era suficiente para esconder determinadas expressões que eu teimava espiar. Eu conseguia ver parte dos seus lábios finos cobertos por um batom cor de pele colocado desde que nascera. Ela era completamente natural: Usava calças baratas e velhas, mas que eram transformadas pela sua beleza e essência natural. Eu não queria mais observar, mas eu não tinha mais forças para tentar entendê-la ou para lutar contra o maior mal que me atingia: Eu!
Eu não tenho mais forças para ficar observando-a. Eu não consigo mais... E ela não era mais a mesma.
(Jesana Germano)

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