22 de ago. de 2010

Grito mudo

Cercada de rascunhos, folhas amassadas, palavras soltas, em uma busca incessante de traduzir meus pensamentos ou fazer com que as palavras transpareçam quem eu realmente sou.
Sinto-me como uma garotinha abandonada em uma rua escura, na chuva.
Espero você chegar, com o seu guarda-chuva e um casaco para aquecer-me.
Olho para o fim dessa rua; percebo um movimento... Não é você! É só o vento me fazendo perceber que a minha espera é insana!
Você nunca vai chegar.
Vou continuar aqui, até que tenha forças para que com minhas próprias consiga pedir ajuda...
Vou continuar aqui, até que o frio seja tamanho, até que eu precise correr ou usar a criatividade para me aquecer.
Afinal, eu não preciso de você. Custou para que eu percebesse, demorou, doeu, remoeu, mas eu percebi, cresci.
E quanto à ferida aberta, ela vai cicatrizar, eu sei me virar!


PS: Dedicado a uma amiga, onde esses sentimentos imperam e prosseguem. Amo você.

[Mariana Oliveira]

2 comentários:

  1. Muito me orgulha o fato de que você me leia, e mais: que ainda goste do que escrevo.
    Isso é o que me faz continuar. Ler pessoas como você, que tão sensata me parece e ter a honra de que goste do que faço.
    Obrigada por isso.
    E sua amiga (nossa, por assim dizer) merece o texto e muito mais!

    Um beijo.

    ResponderExcluir
  2. Merece sim. E comos empre digo, ler seus textos é um prazer. Obrigada por escrever.

    ResponderExcluir